Workshop foca na avaliação de impacto socioeconômico

Medir o impacto socioenômico é ainda desafio a organizações da sociedade civil e até programas de empresas. Com o intuito de contribuir para essas avaliações dessas ações, o workshop Externalidades positivas da avaliação de impacto socioeconômico à credibilidade da marca, organizado pela Rever Consulting, na tarde do segundo dia (22 de junho) do Sustainable Brands Rio 2016 no Armazém da Utopia no Cais do Porto, no centro do Rio de Janeiro.

Cyrille Bellier explicou que a formação seria voltada para avaliação e valoração de impactos. A sua primeira pergunta foi: Quais são os principais impactos e externalidades de uma empresa? E quam a importância de mensurá-los? “Quando as coisas estão ruins, é preciso reverter esse quadro, porque pode perder a licença de atuação e impacta na tua credibilidade”, sinalizou.

Ele apresentou o vídeo guia Medir o impacto socioeconômico, da WBCSD. Em sua opinião, se não tem fluxos claros, não será bem vista pela sociedade. Ainda trouxe um estudo em que apresenta os temas mais importantes: desenvolvimento econômico com 38%.

“As pessoas pensam nela e tem que ter sentimento de segurança mínima, se negar oportunidade para caminho de conexão. A questão econômica é a mais desafiadora”, disse. Dessa forma, a avaliação dos impactos socioeconômicos auxilia a empresa a apresentar, assegurar, atender e comprovar com muitos indicadores.

Quais são os principais desafios para mensurar? O que medir e com que ferramenta? O especialista respondeu que dura muito tempo, custa caro e contribui para processo de tomada de decisões. Usa muito a metodologia com tabelas e números. Ele ainda explicou que o modelo creditado pela consultoria KPMG: impactos diretos (os impostos, compra, produção e até número de trabalhadores), impactos indiretos (como isso vai para diferentes setores, a dispersão) e outros impactos (impactos catalisadores). Em geral, perdura por cinco meses em cinco passos. A parte mais complicada, em geral, é a coleta de dados. As outras etapas envolvem: levantamento de impostos, tratamento desses dados, análises econométricas e devolução do estudo para os atores que pretende engajar.

Cyrille falou sobre o caso de Accor Hotels, que contrataram sua consultoria para acelerar a integração de estratégica de responsabilidade social empresarial nos negócios e prioridade da empresa, medir sua influência em termos de salários e empregos no nível global e local, reforçar seus impactos positivos e reduzir os negativos nas comunidades onde está inserido, enriquecer sua plataforma de sustentabilidade e compartilhar com todo o setor e preparar o segundo round do programa de desenvolvimento sustentável – o Planet 21. “Vimos que esse grupo ajuda a manter 880 mil empregos e gera em torno de 22 bilhões de Produto Interno Bruto (PIB)”.

O Local FootPrint é uma ferramenta utilizada pela Rever Consulting que permite separar os resultados por país de operação do grupo efeito multiplicador. Constataram do grupo Accor Hotels que aumenta 3,8 para PIB e 6,9 aos empregos, no local contribuir 90% ao PIB e 82% para o crescimento de empregos. “Eles constataram efeito de alavanca dentro da cadeia de valor e manutenção de empregos e isso hoje está sendo bem cobrado”.

E o que fazer com esses dados? O especialista respondeu que esses resultados ajudam a criar cenários, comunicar a acionistas, mostrar aos clientes e até na área de responsabilidade social empresarial. “Não pode olhar apenas ao lado econômico”.
Um dado interessante apresentado foi que 74% dos entrevistados responderam que não ligariam se as marcas existentes deixassem de existir a partir de amanhã. Ainda listou os nove pontos das marcas positivas: 1- posicionamento, 2- produtos (e preço), 3- pertinência, 4- prevenção (não adianta ter super estratégia, se não tem materialidade bem feita), 5- permanência (tem que durar no tempo), proatividade (tem que ter pouco de ousadia, mobilizar e engajar, gerar empatia e credibilidade alta), 7 – preferência, 8- partes interessadas, 9- processos (e pessoas).

O evento

Em sua quarta edição, o evento reuniu pessoas e empresas envolvidas com a incorporação da sustentabilidade em seus projetos de negócios. O tema central foi Activating Purpose (em tradução livre, Ativando Propósitos), um dos principais temas hoje em dia, sobre como: criar vínculos com indivíduos, grupos e coletividades que permitam gerar coerência e engajamento para a realização de negócios no presente e no futuro. A programação ofereceu workshops, palestras e arenas de debates voltadas para a sustentabilidade e temas gerais, como: alimentação, moda, transportes, modelos de negócios e de produção, novos meios de comunicação, colaboração e o novo mundo do trabalho.

Serviço:

Site: http://events.sustainablebrands.com/sb16rio/


Imagem: Divulgação
Data original de publicação: 01/07/2016