Unicef divulga relatório sobre a situação dos refugiados nos últimos dez anos

O Unicef divulgou, no último dia 07, o relatório Desenraizadas: Uma crise crescente para as crianças refugiadas e migrantes. O documento traz dados alarmantes sobre o fluxo de migração ao redor do mundo. Atualmente, cerca de 50 milhões de crianças vivem fora de seu país de origem. Pior que isso: todas elas migraram através de fronteiras ou foram deslocadas à força de onde nasceram.

15039Apesar de não terem culpa das bombas, guerras e pobreza que assolam o mundo, as crianças são as primeiras a serem afetadas por esses fatores e, dentro deste contexto, ficam em situação extremamente vulnerável. Infelizmente o estudo apontou que esse quadro só aumenta com o passar do tempo.

Em uma década, o número de migradores chegou a duplicar. Hoje em dia, estima-se que a cada duzentas crianças, uma é estrangeira – e entre os estrangeiros, ao menos três estão fugindo de sua terra natal. Além disso, cerca de 11 milhões de crianças refugiadas não tem abrigo.

O processo de fuga é perigoso. Existe o risco de tráfico, sequestro, violência sexual e assassinato. Para ilustrar esse dado, a Unicef apontou que nos últimos dez anos, 28 milhões delas sumiram enquanto fugiam. Os países que mais recebem imigrantes são a Turquia e Líbano, seguidos pelos Estados Unidos.

Por último, foi constatado que crianças e os adolescentes que foram forçados a deixar suas casas têm acesso limitado a serviços de educação, fator considerado essencial para o desenvolvimento de qualquer pessoa. Uma criança refugiada tem cinco vezes mais probabilidade de não frequentar a escola que uma criança não refugiada. Para piorar, quando fixam residência e podem ir à escola, refugiados são frequentemente vítimas de bullying e tratamento injusto, que, inclusive, podem se tornar agressões físicas. Em 2015, na Alemanha, foram registrados cerca de 850 ataques a migrantes.

O relatório trouxe medidas para proteger crianças e os adolescentes deslocados. Entre elas, estão: insistir na necessidade de abordar as causas profundas dos movimentos em grande escala de refugiados e migrantes e manter as famílias unidas e garantir a eles status legal. Essas ações foram apontadas como urgentes para o combate à violência contra o migrante.


Serviço:

Acesse a publicação aqui http://weshare.unicef.org/Package/2AMZIFQP5K8

Imagem: UNICEF/UN026672/Everett


Texto: Da Redação
Data original da publicação: 09/09/2016

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