Representantes de grandes empresas mostram suas ações inovadoras e apoio ao empreendedorismo

ultnot-topo-socialgoodbrasilO que as grandes empresas estão contribuindo para o movimento de empreendedorismo e inovação? No formato de pílulas, representantes do poder privado falaram das ações de suas organizações. Para mostrar os valores dessas marcas, os participantes apresentaram as seguintes práticas: Movimento Natura – Relações que geral valor compartilhado; Fundação Telefônica – Vivo: Inovação e Estratégia em uma Fundação Empresarial; Instituto C&A: Mulheres que Inspiram – Engajamento global, desafios locais para ampliação das causas trabalhadas e o projeto Cubo Coworking Itaú. Esse foi o segundo painel do Seminário Social Good Brasil 2015, no primeiro dia do evento (12 de novembro, no Centro Integrado de Cultura, em Florianópolis.

O primeiro a falar foi Américo Mattar, diretor presidente da Fundação Telefônica Vivo, que apresentou como as estratégias da organização estão alinhadas com inovação desde 2000 no desenvolvimento de seus projetos próprios. Mostrou que a organização pretende trabalhar a educação em três eixos: competências do século XXI, cidadania e empreendedorismo. Compartilhou que a Fundação desenvolveu um estudo em que analisa daqui 15 anos como estará o mercado, para ajudar a criar visões de futuro.

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Américo também apresentou a plataforma Game do Bem, que estimula o comportamento voluntário em seus colaboradores. É uma iniciativa de voluntariado digital com uma cidade virtual com inúmeros problemas e o internauta fica responsável por colorir, colocar jardins, ações sociais e automaticamente a cidade fica mais bonita. “É impossível ficar parado e adotar uma postura passiva, sem interferir. Para quem empreende e quem quer empreender, há uma nova forma de trabalho e carreira nos dias de hoje. Há uma visão diferenciada de criar e fazer suas próprias histórias. Nós não temos as respostas, temos muitas perguntas”, defendeu.

Imagine um espaço para ser inovador dentro de uma grande empresa? Com essa proposta nasceu o Cubo Coworking, do Banco Itaú em parceria com Redpoint Eventures, com uma proposta de um grupo de funcionários da empresa. Segundo Maria Julia Kurth de Azambuja, trata-se de um ambiente inspirador para juntar pessoas que querem transformar negócios e melhorar a vida das pessoas. A ideia é torná-lo um centro de conexões, onde os empreendedores, universitários e pesquisadores e qualquer pessoa interessada pela área pode formar ali uma rede de transformadores.

Lançado há dois meses, já ocorreram mais de 120 eventos, circulam cerca de 400 pessoas por dia e concentra 42 startups com endereço físico lá. Uma delas é o Prosas Beta, uma plataforma de seleção e monitoramento de projetos sociais para conectar empreendedores sociais com grandes empresas financiadores. Já tingiram 1400 cidadãos cadastrados e 390 empreendedores cadastrados.

“Levamos alguns empresários para conhecerem o espaço, ver como aprende com eles, como fazer tão rápido como as startups. Não é mais competição, porque não trabalhar com eles? A ideia é entender que a grande empresa tem um papel de transformação social”, afirmou Maria Julia.

Cida Franco, diretora de relacionado da Natura, explicou o Movimento Natura. Ressaltou que a organização se compromete com indicadores de impacto, tanto econômicos quanto sociais. “A gente se compromete em gerar impacto social, especial com a consultora Natura”, enfatizou. Atualmente há um milhão e 700 consultoras no Brasil. Falou sobre o programa Crer para Ver, que a venda da linha de produtos dessa iniciativa é direcionada a projetos de educação pública. Em 2005, foi criado o Movimento Natura em que reuniu várias ações sociais. uma forma de reconhecer as consultoras foi o Prêmio Acolher, que abre o processo seletivo e faz a curadoria e escolhe alguns projetos. Neste ano foram avaliados 15 projetos que trabalham com realidades locais. “Ao reconhecer essas histórias é uma forma de reconhecer a voz dessas mulheres. Mais pessoas serem auxiliadas. Foram já beneficiadas quatro mil histórias e 52 consultores reconhecidos em um ano”. No ano passado, foi criada a plataforma digital Movimento Natura e fizeram estudo do IDH da consultora para entender o impacto dela, conhecido como o IDH – CN.

A consultora da Natura Selma contou sua história sobre como ingressou nessa área e o que aprendeu sobre empreendedorismo. Após a morte de sua filha, criou o Instituto Ana Carol e depois a Cooperativa Bordana. “A ideia é trabalhar o empoderamento da mulher para aquelas que não tiveram oportunidades”, explicou uma das vencedoras do Prêmio Acolher de 2013. Ainda falou que fez vários cursos, concluiu sua graduação em geografia e até aprendeu a construir uma loja virtual. Clique aqui para conhecer mais sobre a iniciativa: http://goo.gl/OD1zB3

Joana Castello Branco, do Instituto C&A, falou sobre Mulheres que Inspiram. Desde 2014, a organização atua com questões socioambientais no contexto têxtil. Para engajar as mais de 50 mil funcionárias, foi construída uma plataforma para compartilharem experiências. Uma das ações foi estimular self com a mulher mais inspira. As mães foram as mais eleitas nesse concurso.

“Olhar mais para o futuro e conectar com o core business da empresa para aproveitar mais a tecnologia digital pode ser uma boa saída aqui no Brasil. Temos mais de 100 mil usuários de internet. É impotante criar um ambiente de inovação para que as pessoas trabalhem e possam se sentir de fato motivadas”, opinou a representante do Instituto C&A.


Serviço:

Confira aqui os conteúdos dos debates no blog do Seminário Social Good Brasil 2015: http://socialgoodbrasil.org.br/postagens/blog

Movimento Natura: http://www.movimentonatura.com.br/cs/movimentonatura/home
Plataforma Prosas Beta: https://prosas.com.br/
Cubo Networking: https://cubo.network/

Confira aqui cobertura completa do evento.


Data original de publicação: 17/11/02015