Projeto colaborativo reconhece importância de inclusão de termos de gêneros em nossa língua

ultnot-interna-dicgenerosUm espaço em que você pode incluir sua interpretação sobre sua própria identidade e ajudar na construção de um dicionário mais inclusivo e diverso. Essa é a proposta do Dicionário de Gênero. Lançada no início do mês passado, Artplan e AfroReggae desenvolveram esse projeto colaborativo em que possibilita a inclusão de termos de gêneros existentes ou não oficialmente na nossa língua.

A iniciativa reúne representantes de diversos gêneros e as interpretações de cada um sobre a própria identidade. Seus depoimentos estão em vídeos. A ideia é abrir o diálogo para um assunto bem importante e com debate ainda segmentado: a identidade de gênero. Com formato colaborativo, parecido com estrutura de Wikipedia, o Dicionário estimula a livre participação das pessoas. Seu objetivo é reunir todas essas interpretações e, a partir delas, criar novos verbetes que representem a diversidade também na língua portuguesa.

O conceito da iniciativa é Só Quem Sente Pode Definir. O espaço é didático e explica a diferença entre orientação sexual, sexo e identidade de gênero. Ainda permite que qualquer pessoa crie a definição sobre o gênero com que se identifica e compartilhe com seus amigos nas redes sociais. Todos os textos também se atentam para o uso da letra “e” como marcador de gênero das palavras, para combater a binariedade da língua portuguesa, que reconhece apenas o masculino e o feminino, e estimula a utilização da #SomosTodosGente para identicar as ações de inclusão sobre o tema.

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Foram consultadas dezenas de pessoas sobre as características que definem cada um dos mais de 60 gêneros identificados pelas pesquisas da equipe envolvida no projeto. Depois os representantes de diversos gêneros foram convidados a participar de um vídeo depoimento com as interpretações de cada um sobre a própria identidade. Há grandes nomes como o cartunista Laerte; o psicólogo e escritor João Nery; a artista plástica Joana Couto; o arte, produtor e bailarino Lucas Rangel, entre outros que atuam pela causa participam do projeto.

Esse projeto integra um programa do AfroReggae chamado Além do Arco-Íris. Há três anos trabalha todos os dias para trazer protagonismo a pessoas trans, dando para elas voz e empoderamento para garantir reconhecimento social, assim como melhores oportunidades.

Serviço:

Conheça a plataforma: http://dicionariodegeneros.com.br/


Texto: Da redação
Data original de publicação: 03/06/2016