Professores dos Estados Unidos falam de diferentes tipos de avalições para valorizar desempenho dos estudantes

17434671_1368967759790611_4044177265132597109_oEntender e saber como avaliar se aquele aluno conseguiu aprender o conteúdo foi um dos principais assuntos debatidos no painel roxo na parte de Inovação na Sala de aula com título Prêmios, brincadeiras, portfólios: novas formas de avaliar a aprendizagem, que fez parte da manhã das apresentações do Transformar 2017 – A Educação em Evolução,a na última terça-feira, na região da Barra Funda, em São Paulo.

Jill Lizier, da Swasey Central School dos Estados Unidos, participou desse painel e compartilhou como ela criou avaliações bem personalizada. Ela observou que quando os alunos estão resolvendo problemas do mundo real ficam mais interessados e as avaliações coerentes de desempenho também contribuem. “Temos que ser autênticas. Somos nós que conhecemos nossos alunos para medir seus conhecimentos e deixar para trás avaliações genéricas, já que uma parte do que já fez regras cognitivas muito mais sérias, com perguntas simples. As avaliações não devem ser em eventos. Na minha escola as avaliações são rigorosas, mas precisam ser incluídas no dia a dia para se sentirem incluídas”.

palco-roxo_jillEla compartilhou com o público um modelo de avaliação feito por ela, baseado nos modelos desenvolvidos pelo Centro de Educação Colaborativa, um espaço que oferece avaliações colaborativas. Levantou três aspectos fundamentais: primeiro definir o nível de seu aluno; segundo – desenvolver problemas abertos e questões discursivas; e terceiro é a importância de conectar a padrões estaduais e internacionais.

No último item, ela ressaltou que é possível observar os processos de desenvolvimento, os padrões de leitura e usar a forma abrangente como referência, especialmente se o estudante estiver entre os níveis 3 e 4. Esse teste é usado em New Hampshire, que privilegia a compreensão de textos ficcionais e busca entender se os estudantes entendem de forma mais profunda. Se já sabem disso, estão preparados mais tarefas mais desafiadoras. “Eu posso usar essas avaliações mais tarde na vida”, afirmou.

A professora ainda contou que leu duas histórias para seus alunos. Nem todos conheciam, mas prestaram atenção. Conseguiram mesclar os pontos em comum. Ela mostrou ainda a ficha que os alunos precisavam preencher: nome, comparar os dois livros e a lição que aprenderam. Uma das alunas conseguiu identificar honestidade nessa tarefa. “Ela saiu da zona de conforto e tinha um propósito bem claro. Ela ainda fez um pôster para a escola e relacionou com essa expressão”.

Jill mostrou as classificações das avaliações: progresso ilimitado, progresso inconsciente e proeficiência. Observou que mudando suas avaliações foi além do esperado no desempenho das crianças e jovens. “É importante pensar nisso com as habilidades do século XXI, enquanto desenvolvem as disciplinas. Foi tão bom isso. Como professora e avaliadora, quero que a credibilidade de avaliação aumente e acredito que é possível fazer isso no mundo inteiro. Algumas já estão prontas e são comercializadas no mercado, disponíveis no site: https://www.performanceassessmentresourcebank.org/”.

A professora e avaliadora americana disse que ainda que o caminho é trabalhar junto, incentivar, testar e não ter receio de fracassar, qualquer coisa tenta novamente. “Não quero que nenhuma filha responda pergunta múltipla escolha. Quero que ela saiba como aplicar suas habilidades e seus conhecimentos”, defendeu.

Também dos Estados Unidos, o pesquisador Alec Barron, de Del Lago Academy, falou de um projeto que desenvolve com seus alunos com foco em biotecnologia. Ele chama seus alunos de acadêmicos. Contou que na região de San Diego há um programa de estágio com contexto de trabalho focado no currículo escolar. O programa de estágio é de seis semanas. Eles trabalham por avaliação por competência com no mínimo C, que permite que ele atinja o sucesso para passar para a próxima etapa.

palco-roxo_alecCom nome diferenciado, o professor explicou que o conceito chama-se Dinopocalipse, uma teoria em que coloca uma questão da vida real, como exemplo: Com o aquecimento, o que você precisa saber para sobreviver? O que fazer para salvar com essas temperaturas altas? Com essa proposta, a ideia é incentivá-los a usar o que eles sabem de um contexto para outro e estudar o tempo para isso ser implementado.

O professor disse que eles tinham dificuldades para lidar com tudo isso e práticas de transferência de habilidades, ou seja, passar conhecimento de exatas para o mundo real. “Eles correlacionaram artefatos, como vídeos, fotos, tarefas e até criaram portfólios”, disse. Para isso, criaram um sistema para coletar histórias de sucesso. “Quais foram as decisões para aquelas tomadas de decisão? Foi necessário construir progressões de aprendizagem”.

Ao mesmo tempo, o pesquisador observou que a indústria pedia uma série de características importantes aos profissionais, além de aspectos técnicos. A partir daí, surgiu a ideia de criação de crachás para avaliar competências, como: artista analítico, apresentação rápida, planejamento e cético. Mapearam ainda progressões de aprendizagem, dividindo em três categorias: início do ano, com habilidades que queriam ser reconhecidas; descrição da coleta dos artefatos de produtos/conquista das habilidades, evidência de um exemplo de portfólio e desenvolvimento da força de trabalho.

Os crachás possibilitam aparecer os currículos dos alunos e as provas pelos quais conquistaram aquela habilidade, até para explicar o que aprendeu. “A co-criação de certificados foi criada com propósito de mostrar habilidades de cada aluno. Sejam experiências mais profundas, que validam e que são bons ouvintes, com implicações para abordagens”.

Serviço:

Site do evento: http://transformareducacao.org.br/


Data de publicação: 07/04/2017