Plataformas mostram outro tipo de economia, diferente de acumular, elas partilham conhecimentos

Plataformas mostram outro tipo de economia, diferente de acumular, elas partilham conhecimentosColaborar, cooperar e ser interdependente. Com essa proposta, as ações de economia colaborativa vêm chamando atenção por questionar o consumo desenfreado e a lógica do capitalismo. As iniciativas são baseadas em redes horizontais e com a participação de uma comunidade. Para debater essas propostas, o painel Economia Colaborativa e Impacto Social: Como Produzir e Consumir Diferente Pode Melhorar o Mundo? foi um dos primeiro dia do Seminário Social Good Brasil 2015, que ocorreu nos dias 12 e 13 de novembro, no Centro Integrado de Cultura, em Florianópolis (SC).

 

Plataformas mostram outro tipo de economia, diferente de acumular, elas partilham conhecimentos

Essas ações, em geral, envolvem comunidades que se conhecem e interagem em plataformas on-line, como aquelas que dividem espaços de coworking ou fablabs. Essas novas formas de produzir e consumir podem ocorrer pela economia compartilhada, crowdfunding, movimento maker, entre outros. Para exemplificar esse movimento, participaram desse debate: Diego Reeberg, um dos idealizadores da plataforma de financiamento colaborativo Catarse; Heloísa Neves, da Fab Lab Brasil e WE FAB; e Lorrana Scarpioni, responsável pelo Bliive. O moderador foi Tomás de Lara, da Empresas B e GOMA.

 

Plataformas mostram outro tipo de economia, diferente de acumular, elas partilham conhecimentos

Inspirada em documentários, Lorrana contou que teve a ideia da plataforma Bliive após assistir duas produções. “Qualquer sistema que está em equilíbrio é interdependente, se sente parte de um todo. Acho que essa percepção agrega algo que nos distancia do potencial do mundo”, observou e compartilhou que um dos documentários que a inspirou foi I am (https://www.youtube.com/watch?v=iYtfnONazTU).

Para ELA, o interesse em comum conecta as pessoas. “A troca de tempo com apadrinhamento que a internet pode promover é interessante. A nossa plataforma fala para as pessoas que elas possuem valor sim e todos podem compartilhar algum conhecimento”, disse.

Já o jovem Diego, idealizador do Catarse, contou que quanto iniciou a plataforma prestou atenção para a quantidade de projetos com grandes ideias, mas ninguém sabia para colaborar e fazer acontecer. Ele defendeu a importância de mostrar esses projetos e deixa-los visíveis para conseguirem contribuições financeiras. Citou o exemplo do Bordados de Itaçira (XXX), que pediu apoio para montar sua loja virtual. Conseguiram mais de 35 mil reais. “Estamos usando a economia compartilhada para contribuir com uma causa de artesanato, de economia justa e tem a ver com consumo de uma forma diferente”.

Já Heloísa comentou que quando tirou o seu ano sabático e viajou para Espanhou e observou que muitas pessoas já estavam participando do movimento maker. Notou que essa prática estava revolucionando a indústria. Para ela, esse tipo de economia precisa se abrir a todos os tipos de públicos: governo, empresas, sociedade e universidades. Para ela, esse movimento ainda é elitizado por ocorrer em algumas capitais.

A representante da Fab Lab Brasil e WE FAB também levantou dois pontos: maker, com o objetivo de trazer e repensar tudo isso junto com a capacitação maker de quem está por dentro; e fab labs, em São Paulo, há iniciativas com esse perfil e precisa aumentar o número de pessoas nessa rede.


Confira aqui os conteúdos dos debates no blog do Seminário Social Good Brasil 2015: http://socialgoodbrasil.org.br/postagens/blog

Data original de publicação: 19/11/2015