Plataforma reúne diversos dados relacionados a crianças e adolescentes

Plataforma reúne diversos dados relacionados a crianças e adolescentes

A quatro dias do Dia das Crianças, Fundação Abrinq lança uma plataforma que reúne diversos dados sobre infância em 24 temas. Acesso à saúde, alfabetização, aprendizagem profissional, cultura e lazer, educação de jovens e adultos, educação de indígenas, ensino fundamental, medidas socioeducativas, ensino médio, saúde bucal, registro civil, saúde sexual e reprodutiva, segurança alimentar e nutricional são alguns dos assuntos abordadas no Observatório da Criança e do Adolescente: http://www.observatoriocrianca.org.br/

Trata-se de uma ferramenta de busca em que seu objetivo central é organizar e disponibilizar informações e facilitar o acesso às bases de dados de diversas fontes públicas e privadas sobre qualidade de vida e bem-estar da população de zero a 18 anos.

A administradora executiva da Fundação Abrinq, Heloísa Oliveira, explicou como a plataforma funciona, o que é possível comparar e como os temas estão relacionados com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Ela salientou que a iniciativa está voltada para todas as pessoas interessadas e os dados disponíveis são de sites públicos. A iniciativa recebeu parceria das empresas Caiena e TAO Criativo.

O usuário irá conseguir gerar gráficos e compartilhar as informações pesquisadas nas redes sociais. As informações foram retiradas do: Ministério da Saúde, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Ministério da Educação, Ministério do Trabalho e Emprego, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, além das fundações e institutos vinculados ao governo federal. Também foram utilizadas fontes secundárias como o Observatório do PNE e Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil.

“Além dos temas, incluímos os desafios da infância vinculados com os ODS, que recentemente foi aprovado em um evento realizado pela ONU (Organização das Nações Unidas – Cúpula de Desenvolvimento Sustentável, em Nova York). São 17 ODS”, observou Helena. A economista também ressaltou que a ferramenta ainda possibilita o cidadão acompanhar a implementação e a evolução dos indicadores para o desenvolvimento sustentável.

Helena ainda compartilhou que querem cada vez mais cidadãos acessando esses dados para terem pensamento crítico sobre aquela área e cobrarem políticas públicas. “Região Sul e Sudeste têm os melhores indicadores. O Sul puxa a média nacional para cima”, comentou.

Ela chamou atenção para as taxas de homicídio entre crianças e jovens que estão crescendo cada vez mais. No Nordeste está com 23,2% e no Brasil com um todo em 16,7%, acima dos referenciais internacionais para esse dado. “Acredito que essa informação precisa ser colocada na pauta política, nas discussões sociais, nos desafios, na cobrança de políticas públicas, em ações de organizações sociais. A média nacional, em geral, esconde grandes desigualdades sociais”, afirma.

A economista também informou que os dados serão atualizados na medida que se tornarem públicos. “Nosso principal objetivo foi prestar esse serviço e colocar todas essas informações no mesmo espaço, porque quando você precisa de algo de saúde, educação e taxa de violência tinha que entrar em três canais diferentes”.

Heloísa comentou ainda que nenhum ODS fala diretamente de infância, mas trazem a realidade desse grupo. “É importante enxergar como o Brasil pode cumprir suas metas e fazer esse monitoramento. Não dá para pensar em desenvolvimento sustentável sem considerar a geração futura. Daqui 15 anos essas crianças serão responsáveis pelo desenvolvimento do país. Por isso estamos chamando atenção para esse acordo da ONU. Há um grande desafio de implementar esses objetivos”, ressaltou.

Acesse e navegue na plataforma: http://www.observatoriocrianca.org.br/


Data original de publicação: 07/10/2015