Plataforma e jogo de cartas a crianças ajudam em entender educação financeira de forma divertida

15150“A nossa ideia foi tentar reforçar essa necessidade de pensar sobre as atitudes até dentro de casa, independente de idade. Eu gostaria de ter tido educação financeira quando criança”, comentou Andréa S. Regina, gerente de sustentabilidade corporativa para a América Latina na Serasa Experian e formada em educação. No início da semana passada a SerasaConsumidor lançou o jogo SuperValores, uma plataforma interativa com o objetivo de repassar conteúdos de educação financeira, como consumo consciente e a diferença entre valores financeiros e não financeiros, de maneira divertida e acessível, mostrando que algumas riquezas – amizade, convívio com amigos e familiares e diversão ao ar livre- não são pagos e valem muito a pena.

O jogo oferece 32 cartas que podem ser baixadas gratuitamente e resgatam o conceito de jogos tradicionais. Em cada uma delas, possui diferentes atividades desde ir ao cinema, ao zoológico, comprar algo, desenhar, visitar e encontrar amigos, entre outros, e são apresentadas cinco características para essas atividades, como: diversão (o quanto essa experiência diverte), amigos (a oportunidade de fazer amizade), quanto custa (o valor monetário), movimento (o quanto a experiência gera movimento físico) e a criatividade. Essas características são pontuadas de um a 10, segundo sua experiência proporcionada, para estimular o raciocínio e facilitar a comparação de valores.

Para ter uma ideia da proposta, a carta de andar de bicicleta, as notas mais altas são para diversão, amigos e movimento; já para ler um livro, a de diversão e criatividade ganharam as melhores notas; para passeio no parque, as maiores foram: diversão, amigos e movimento.

Essas cartas são ainda classificadas em quatro famílias: ultradiversão, útil para a vida, quero ou preciso? e nós e a natureza. Esse formato possibilita discussão de outros conceitos importantes, como a diferença entre vontade e necessidade, a informação de que práticas positivas não tem necessariamente valor financeiro e que algumas nos aproximam da natureza.

O jogador escolhe o item de sua carta que pode bater a pontuação do outro jogador, para ajudar a internalizar alguns conceitos. Quem possuir mais pontos ganhar as cartas da mesa e as coloca embaixo de sua pilha. A única exceção é para o item quanto custa – quando selecionado ganha cartas da mesa quem tiver o valor mais baixo neste item para estimular o conceito de economia entre as crianças. Quem vence é quem fica com maior número de cartas.

Segunda a especialista em marketing industrial e de varejo, é a primeira vez que a Serasa desenvolve um jogo destinado a crianças de educação financeira. “Observamos uma necessidade cada vez mais sobre esse tema e quanto mais jovem, melhor, para evitar comportamentos errados na vida adulta. Quando é criança pode absorver esse conteúdo de forma muito mais natural e ao longo de sua vida ter um comportamento mais positivo”, contextualizou.

Andréa explicou ainda que a educação financeira é composta por um conjunto de ações: comportamento, atitude e comportamento. Tudo isso traz uma postura de uma pessoa educada financeiramente. “Todo mundo sabe o que deve e o que não deve come, e como partir para uma prática, mudar teus hábitos? O adulto tem isso mais enraizado. Então, a criança ela é muito mais aberta para mudar comportamento, com sua poupança, mesada entre outras”, sinalizou a gerente que também ressaltou o número considerável de pessoas inadimplentes para ter uma economia mais sustentável de médio a longo prazo.

A SerasaConsumidor também disponibilizou gratuitamente 500 unidades do jogo para escolas públicas da cidade de São Paulo e São Carlos, no interior de São Paulo, com as cartas impressas. Todo esse material é disponibilizado de forma bem explicativa e possui ainda um manual de bom uso. A ideia é ser mais uma ferramenta ao professor para estudantes de sete a 10 anos, do ensino fundamental 1, como uma prática extracurricular. “Há um diálogo bem aberto e ajudam projetos pedagógicos de forma transversal. Você trabalha português e matemática, pode ser uma boa ferramenta para apoiar o aprimoramento como língua portuguesa e matemática, oferecendo ainda uma reflexão para a criança com essa dinâmica lúdica das cartas”, contextualizou.

Para elaborar todo esse conteúdo do jogo, houve parceria com diferentes especialistas da área pedagógica e de educação financeira. Os principais cuidados foram com abordagem, coerência da linguagem, cuidado com especialistas da área e trabalho em parceria.

Além do jogo de cartas, a plataforma Valores, Dinheiro e Eu oferece diferentes exercícios a crianças de seis a 12 anos. Oferece jogos, leituras e atividades lúdicas e interativas, para o jogador conhecer os dilemas dos personagens da Vila Sonhos Reis, para ajudá-los a resolver questões importantes, como conflitos emocionais, éticos e morais que surgem quando as pessoas lidam com dinheiro. Essas brincadeiras podem ser feitas em casa, com acompanhamento dos pais, ou até em sala de aula junto com o professor.

Andréa reforçou que tanto o jogo de cartas quanto a plataforma pretendem contribuir para a criança e a família pensarem em seu consumo, as atitudes e as decisões envolvidas. “Há um resgate de valores dentro das famílias, crianças e cuidadores, que precisa ter. A sociedade atual não está sustentável com sua pegada ecológica. Todos adoecem, se continuarmos no mesmo ritmo, a sociedade fica mais doente, as empresas quebram. Esse resgate tem que acontecer para se tornar mais natural, mais fluído e que os pais não tendam a repor sua ausência pelo trabalho para o dar. A participação deles é o que mais importa”, defendeu.


Serviço:

Acesse e conheça aqui a plataforma: http://www.valoresdinheiroeeu.com.br/intro.html
Veja como funciona o jogo de cartas: https://goo.gl/XMdzIU


Data original da publicação: 17/10/2016