Pesquisa mostra vida dos jovens nas cidades

Levantamento mostra dados sobre o estilo de vida e percepções de consumo dos jovens do estudo Children and Youth in Cities - Lifestyle Evaluations and Sustainability.

Ilustração de pés e pernas de jovens e texto: Pesquisa Cycles: Resultados Brasil e São Paulo
Os resultados da pesquisa contribuem para a sociedade e as empresas refletirem melhor os estilos de vida e as aspirações dos jovens que vivem em grandes cidades. (crédito da imagem: divulgação)

O Instituto Akatu apresenta os resultados brasileiros da pesquisa CYCLES 2020 – Children and Youth in Cities – Lifestyle Evaluations and Sustainability– na tarde da última quinta (03/12), com descobertas sobre a opinião dos jovens em temas, como: bem estar, a satisfação deles com a cidade onde vivem e suas comunidades, suas rotinas (familiar, escolar e profissional), hábitos de consumo e de lazer, suas esperanças, medos e percepções para apontar caminhos para a promoção de estilos de vida mais sustentáveis.
No Brasil foram consultados mais de 2 mil jovens entre 12 e 24 anos para falar sobre os sentimentos de felicidade, satisfação e positividade, questões de preocupação financeira, disposição para praticar atividades e hábitos de consumo.

CYCLES é um projeto do Centro para a Compreensão da Prosperidade Sustentável (CUSP) da Universidade de Surrey, no Reino Unido, e além do Brasil, com recorte de São Paulo, foi realizado também em outras seis cidades: Yokohama (Japão), Dhaka (Bangladesh), Delhi (Índia), Christchurch (Nova Zelândia), Makhanda (África do Sul) e Lambeth (Inglaterra).

Para o jovem se sentir feliz, satisfeito com a vida e positivo, no Brasil, as variáveis que contribuem muito para isso são: ter energia para fazer as coisas, receber apoio das pessoas próximas e satisfação com a cidade onde reside. Já o jovem paulistano, os itens selecionados foram: frequência com que fazem cursos, sentir que cumprem com seus objetivos e participar de manifestos/protestos.

Em relação ao bem-estar, os jovens relatam nível médio a alto de felicidade (de 0-10, média 6,7 BR | 7,1 SP), mas a satisfação diante da vida é mediana (47% BR e 55% em SP), assim como a positividade (cerca de 50-60% se sentem positivos em BR e SP). No Brasil, os mais jovens são mais felizes que as outras faixas etárias (média 7,2 na faixa etária de 12 a 14 anos); cerca de ¼ dos jovens entre 15 e 24 anos dão notas entre 0 e 4 para seu nível de felicidade. Cerca de metade (47% BR e 54% SP) dos jovens sente energia para fazer coisas com frequência, mas atenção: somente quatro em cada 10 (44% BR e 43% SP) sentem-se calmos e tranquilos frequentemente.

Em relação à cidade, a maior satisfação com a cidade está relacionada com a disponibilidade e acesso à comida para matar a fome (81% BR e 80% SP), seguida da posse de uma casa segura para morar (63% BR e SP) e de estar num lugar limpo, com ar puro e água suficiente e limpa para tomar (59% BR e 60% SP). Em último lugar está o acesso a boas oportunidades de trabalho (30% BR e 32% SP).

A sensação de pertencimento à comunidade é muito baixa, assim como a sensação de poder fazer a diferença na cidade (43% BR e SP) e apenas 1 em cada 4 jovens (26% BR e SP) acredita que pessoas que tomam decisões escutam os jovens.

Apenas 1 em cada 5 participou de protestos pelo clima (18% BR e 14% SP), sendo que a maioria o fez pelos animais (78% BR e 89% SP).

Sobre a preocupação com dinheiro e satisfação com bens, as mulheres são mais preocupadas com finanças que homens (BR: 72% vs. 56%; SP: 76% vs. 52%, respectivamente) e menos satisfeitas com os bens que possuem (BR: 17% vs. 28%; SP: 9% vs. 31%, respectivamente).

Entre jovens do Brasil e de São Paulo, o uso de aparelhos eletrônicos é a atividade mais frequente (92% BR e 91% SP), seguida de passar tempo com a família (79% BR e 82% SP) e realizar atividades domésticas (79% BR e 77% SP). Em último lugar está realizar trabalho voluntário (27% BR e 23% SP).

“Viver numa sociedade consumista, que o tempo todo é bombardeado com publicidade. Isso coloca pressão imensa nos bens que se possuem”, ressalta Helio Mattar. O diretor-presidente do Instituto Akatu ainda pontua que as gerações dizem e almejam coisas diferentes. Por isso, é importante olhar com atenção para as necessidades desses jovens, seu consumo e suas perspectivas que enxergam em suas vidas.

Andrea Mota, diretora de sustentabilidade e comunicação corporativa da Coca-Cola Brasil, fala que a responsabilidade desses jovens estarem bem é de todos. “O nível de satisfação com trabalho e transporte e segurança, educação chama atenção. Ele está preocupado com essas questões e insatisfeito. 57% dos jovens acham que não vão fazer diferença na cidade. Somente 16% estão envolvidos em ações da comunidade. Esses jovens estão preocupados com questões existenciais e como sonhar?”, questiona.

Acesse o estudo na íntegra: https://bit.ly/3mCH2i2

*Contribuição da comunicação do Instituto Akatu.