Pesquisa mostra perfil dos empreendedores de negócios de impacto social

Levantamento do Sebrae traz que esses empresários procuram mudanças sociais e são mais escolarizados e trabalham sozinhos.

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Estudo do Sebrae mostra o pefil de idade, sexo, formação, renda e até área de atuação no segmento. (crédito da imagem: divulgação)

Empresários que buscam gerar impacto positivo em uma comunidade e ainda ter lucro é a proposta de gestores de negócios de impacto social. Esses atores estão crescendo cada vez mais no mercado, já que possibilitam soluções relacionadas com desafios sociais ou ambientais, como geração de renda e trabalho, considerando a viabilidade econômica com base em estratégias e modelos de negócios.

A Firgun é um exemplo desse tipo de empresa que atua na área educação financeira e facilita o acesso de microempreendedores a capital produtivo. Criado em setembro de 2017 com o objetivo de solucionar a dificuldade que microempreendedores enfrentam na hora de acessar crédito para capital de giro.

Sebrae desenvolve uma pesquisa chamada Negócios de Impacto Social e Ambiental. Os projetos analisados são de 2014 a 2016, pesquisa feita em maio deste ano, com 292 respondentes sendo 211 potenciais empreendedores e 81 empreendedores de Santa Catarina, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Goias, Maranhão e Pará.

Em relação ao sexo, em potenciais empreendedores: 54% público feminino e 46% masculino, sendo 48% brancos, 12% negros, 38% pardos e 2% indígenas. Entre os empreendedores: 49% público feminino e 51% público masculino, sendo 53% são brancos, 32% pardos, 15% negros e 0% indígenas.

Já a formação dos potenciais empreendedores, a maioria possui superior completo (21,3%) e superior incompleto (24,2%), pós-graduação/mestrado e doutorado (18,5%) e especialização/MBA com 17,1%. Enquanto os empreendedores são 49,4% com ensino superior completo (28,4%) e superior incompleto (21%), e 39,5% com pós-graduação/mestrado e doutorado (27,2%) e especialização/MBA (12,3%). Quase 55% trabalham sozinhos, 17,2% possuem de dois a cinco funcionários e 15,6% têm apenas um colaborador.

As áreas que atraem mais negócios de impacto social são educação (37,1%), seguida por treinamento – acesso a trabalho e renda (25,8%), cultura (22,6%), economia criativa e artesanato (19,4%). Segmentos inovadores como cidades inteligentes (11,3%) e economia verde (8,1%) também se destacam entre aqueles com maior predominância no Brasil.

Esse levantamento comprova a multiplicidade de segmentos com negócios de impacto socioambiental. Constatou ainda que 64% dos empresários entrevistados abriram o negócio de impacto com foco na inclusão de pessoas com menor renda.

Na Firgun, o empreendedor em busca de microcrédito passa por uma triagem. Após ser aprovado, é delimitado o valor da campanha e em quantas vezes o empreendedor vai pagar o financiamento. Assim, a campanha é criada e as pessoas interessadas podem fazer doações com valores a partir de R$ 25. Todo o valor doado é pago pelo próprio empreendedor e, quando os investidores recebem o dinheiro de volta, podem optar por apoiar um outro projeto – multiplicando o impacto social por meio do seu recurso.

Acesse o estudo na íntegra aqui: Impacto_social_Apresentação Pesquisa Sebrae [Somente leitura]