Pesquisa Mobilidade Urbana 2016, da Rede Nossa São Paulo, mostra que metade dos paulistanos disseram que reduziram o uso de carro

5797_622x415px

92% dos paulistanos são favoráveis para a construção e ampliação de corredores e faixas exclusivas de ônibus e 88% apoiam a aplicação de multa para veículos que param em cima da faixa de pedestres. Esses são alguns dos dados da pesquisa Mobilidade Urbana, realizada pelo Ibope Inteligência encomendada e divulgada pela Rede Nossa São Paulo na manhã de ontem (19 de setembro), no Salão Nobre da Câmara de São Paulo.

Foram consultadas 602 pessoas de 16 anos ou mais de idade na região urbana da capital paulista, entre 23 de setembro e 01 de setembro de 2016. O grupo consultado é composto por 54% do sexo feminino e 46% pelo masculino. Já o grau de escolaridade possui o seguinte perfil: 39% têm ensino médio, 29% ensino superior, 17% até a quarta série e 16% da 5ª até 8ª série. Sobre a renda familiar, 39% recebem até dois salários-mínimos, 29% mais de 2 a 5 salários, 19% mais de 5 salários e 12% não sabem. 35% vivem na zona leste, 34% na sul, 19% na região norte da capital paulista, 8% oeste e 5% no centro.

As áreas problemáticas na cidade de são Paulo foram: saúde (58%), desemprego (49%), segurança pública (44%), educação (35%), transporte coletivo (19%), trânsito (18%), poluição (12%), entre outros.

Quando o tema é nível de satisfação com aspectos, áreas e serviços de locomoção na cidade de São Paulo, a pior média ficou para a situação do trânsito na cidade (3,2), controle da poluição do ar (3,5), cordialidade/respeito entre os motoristas (4,1), tempo gasto para se deslocar na cidade (4,2), entre outros.

Poluição foi um dos temas questionados na pesquisa. O tipo de poluição mais grave na cidade de São Paulo foi o do ar com 64%, depois da água com 22%, em seguida sonora com 10%, e visual ficou com apenas 3%. Em relação aos problemas de saúde no domicílio, 64% concordaram que estão relacionados à poluição do ar da cidade, enquanto 36% responderam que não.

corredoresonibusO tempo médio diário de deslocamento para realizar a atividade principal: 21% responderam mas de uma hora e meia a duas horas, 17% foram que levam mais de 30 minutos a uma hora e mais de duas a três horas, e 12% foram os que levam até 30 minutos e aqueles que demoram mais de uma hora a uma hora e meia. Dados alarmantes: 33% dos paulistanos gastam entre uma e duas horas por dia em deslocamentos para realizar a sua atividade principal e o tempo médio deste ano em deslocamento está em duas horas e um minuto.

Cerca de quase um terço dos paulistanos usam carro todos ou quase todos os dias, 33% responderam que de vez em quando e 27% raramente. 62% responderiam que com certeza deixariam de usar o carro caso houvesse uma boa alternativa de transporte. Este público está na faixa etária de 45 a 54 anos de idade.

Tempo de espera nos pontos de ônibus ou terminais, acessibilidade para pessoas com dificuldade de locomoção nos ônibus, preço da passagem e lotação dos ônibus foram os itens que receberam piores médias na avaliação do serviço público de ônibus em São Paulo.

Bicicleta foi outro transporte avaliado. Quando o público é questionado sobre quais questões fariam eles adorarem a bike como meio de transporte: 51% responderam que mais segurança a ciclistas, 21% mais sinalização nas ruas, 16% se construíssem mais ciclovias para interligar a diferentes regiões da cidade, 15% construção de bicicletários ou paraciclos em locais de trabalho e terminais de trens, ônibus e metrô, dentre outros.

Em relação ao investimento do poder público em mobilidade urbana, as medidas citadas como mais importantes pela melhoria da mobilidade foram: melhorar a qualidade do transporte por metrô (45%), construir mais linhas de metrô e trem para ampliar as já existentes (45%), melhorar a qualidade do transporte por ônibus (41%), entre outros.


Acesse aqui para conhecer o estudo na íntegra: https://goo.gl/CjZUvz


Data original da publicação: 20/09/2016
Texto original: Da redação