Pesquisa com 245 mulheres negras de todo país

A consulta foi feita por um questionário de 40 perguntas, sendo 31 perguntas fechadas e nove abertas. Divididas em três blocos: De onde partimos, Como atuamos e Para onde vamos.

Banner com ilustração de senhora negra e lado esquerdo texto: Mulheres Negras Decidem Para Onde Vamos - construindo um futuro antirracista a partir da visão do Movimento Brasileiro de Mulheres Negras. Confira a pesquisa inédita com ativistas negras: www.paraondevamos.org Logos do Instituto Marielle Franco e Mulheres Negras Decidem.
O estudo observa que essas mulheres têm capacidade de protagonizar diferentes lutas e pautas. (crédito da imagem: divulgação)

Para valorizar e dar voz a mulheres negras, visibilizar suas ações, o Instituto Marielle Franco e Mulheres Negras Decidem promovem pesquisa Mulheres Negras Decidem Para Onde Vamos para mostrar quem são, onde estão e como atuam as negras ativistas.

O principal objetivo do levantamento foi acionar mulheres negras ativistas comprometidas com debate de gênero e raça no Brasil. 252 mulheres negras responderam, sendo que 245 formulários foram validados. 56% são do Sudeste, 24% Nordeste, 8% Centro-Oeste, 7% Norte e 6% Sul. Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco foram os Estados com mais respostas.

De onde partiram? 74% das entrevistadas fazem parte de alguma organização, movimento ou coletivo político ou social, 93% acessaram o Ensino Superior, sendo 19% com Superior incompleto, 24% com Superior completo e 50% com Pós-Graduação concluída ou em andamento; e 54% a maioria delas possui renda familiar de até três salários mínimos. Mesmo com estudo, não houve autonomia econômica para esse grupo de mulheres negras ativistas.

Como estão atuando? 62% das ativistas acessadas afirmaram atuar diretamente em alguma ação de combate a Covid-19 e seus impactos. As atuações mais voltadas para: 51,4% organização e conscientização da população, 43,7% arrecadação e distribuição de cestas básicas, e 34,3% mobilização para arrecadação de recurso.

Sobre as disputas eleitorais, o levantamento constata que 35% das ativistas atuaram em campanhas políticas de forma voluntária ou remunerada, 29% considerou se candidatar para as eleições de 2020 antes da pandemia, e 25% ainda considera se candidatar, mesmo depois da pandemia.

29% das mulheres que ainda consideram se candidatar afirmam não estar filiadas a nenhum partido político. Mesmo com nível de abandono de candidaturas em todo pleito, esse dado pode indicar um contexto de dificuldades superior para as ativistas negras que atuaram em ações de enfrentamento à Covid-19.

A pesquisa também ressalta a necessidade dessas mulheres negras ocuparem posições que possam realmente afetar a mudança.

Conheça aqui: https://www.paraondevamos.org/