Paulistanos avaliam com notas baixas diversos serviços da cidade de São Paulo

Paulistanos avaliam com notas baixas diversos serviços da cidade de São Paulo
Eles deram notas de 1 a 10 para cada um dos 71 itens distribuídos em 17 áreas temáticas.

Na véspera do aniversário de São Paulo, foi apresentado a oitava edição do IRBEM – Índice de Referência de Bem-Estar no Município no auditório do Sesc Consolação no centro de São Paulo. Todos os indicadores do estudo receberam notas abaixo de 5,5. Essa pesquisa traz a percepção dos paulistanos sobre a qualidade de vida na capital paulista e tem como foco o futuro plano de metas, incluindo perguntas sobre diversos temas polêmicos na cidade, e contribui na construção de políticas públicas.

Esse estudo foi feito pela Rede Nossa São Paulo e Ibope Inteligência, em parceria com o Instituto Semeia, para mostrar o que os paulistanos pensam sobre vários temas e como eles avaliam. Eles deram notas de 1 a 10 para cada um dos 71 itens distribuídos em 17 áreas temáticas. Foram feitas 1001 entrevistas entre 8 de dezembro de 2016 e 4 de janeiro deste ano. A pesquisa foi feita face a face e on-line. 46% foram do sexo masculino e 54% do sexo feminino.

As melhores avaliações ficaram em cultura (4,4), esporte (4,3), tecnologia de comunicação e informação (4,1), aparência e estética (3,9) e juventude (3,9). A pior avaliação ficou com transparência e participação política com nota de 2,7.

Em cultura, a satisfação média é de 4,4. Os itens avaliados nesse segmento foram: proximidade de cinemas, proximidade de centros culturais, proximidade de bibliotecas públicas e proximidade de teatros.

Esporte ficou com 4,3 e os itens analisados foram: proximidade de equipamentos públicos para atividades de esporte e frequência com que se pratica esportes nas escolas. Em tecnologia da informação, a média foi de 4,1. Os itens avaliados foram: quantidade de serviços públicos e privados que podem ser agregados pela internet (4,4), políticas públicas para o acesso gratuito à internet (3,7), disponibilidade de agendamento de consultas médicas pela internet (3,4).

Os aspectos com maior nível de satisfação em 2016 foram: saúde – campanhas de vacinação (5,4), meio ambiente – coleta seletiva em seu bairro (5,2), saúde (proximidade de postos de saúde/UBS/AMAs (4,9), cultura – proximidade de cinemas (4,8), habitação – ferta e qualidade da coleta de esgoto em sua casa (4,7). A média do ano passado do IRBEM foi de 3,7.

Além das notas baixas, Márcia Calegari, do Ibope, apresentou esses dados e ainda ressaltou a parte em que a população gostaria de participar para opinar sobre obras de orçamentos elevados e dar mais autonomia para as subprefeituras agirem com uma gestão mais autônoma. 90% foram a favor do plebiscito para obras com orçamento elevado ou de impacto social ou ambiental.

A mobilidade urbana foi outro item apresentado no estudo. O tempo médio de deslocamento diário de casa ao trabalho (ida e volta): 44% levam por dia até duas horas para se deslocar de casa ao trabalho, 7% até 30 minutos, 13% mais de 30 minutos a 1 hora, 13% mais de uma hora e uma hora e meia, 11% mais de uma hora e meia a duas horas, 13% mais de duas horas a três horas e 7% mais de três horas. Sobre a questão polêmica do aumento da velocidade nas marginais: 54% foram a favor e 41% contra.

De acordo com esse levantamento, há recomendação para priorizar ações nas áreas com alto grau importância e baixo grau de satisfação em: saúde, educação, segurança, transporte e trânsito (mobilidade) e acessibilidade para pessoas com deficiência.

Essa publicação serve ainda como uma ferramenta de apoio para a formulação de apoio ao Plano de Metas do município para contribuir com a próxima gestão de 2017 até 2020. Luanda Nera, coordenadora de comunicação da Nossa São Paulo, explicou sobre a campanha das #MetasdeSP e o envolvimento de diferentes tipos de públicos: cidadãos, mídia, organizações da sociedade civil e poder público. Assista aqui: https://goo.gl/PSxJqx

Do lado do poder público, o secretário municipal de Gestão Paulo Uebel representou o atual prefeito de São Paulo João Dória e comentou que estão considerando Mapa das Desigualdades e as edições anteriores do IRBEM. Falou ainda que irão focar em: natureza das metas (metas fim, em especial), abrangência, redução das metas e participação social. Ainda disse que serão criados 22 conselhos de gestão composto por sete especialistas. “Estudamos as 10 melhores cidades para se viver e observamos que primeiro ver ações a longo prazo direcionadas para onde queremos chegar”, afirmou e compartilhou que no próximo mês será lançada uma plataforma para participação da população.

Serviço:

Acesse aqui: https://goo.gl/KvYpxs


Data da publicação: 24/01/2017