Oxfam lança relatório sobre agricultura e desigualdades no Brasil rural

Oxfam lança relatório sobre agricultura e desigualdades no Brasil rural

Na última semana a Oxfam, confederação internacional que luta contra a pobreza em mais de 90 países, lançou um relatório mostrando as consequências dos altos índices de concentração fundiária no Brasil.

O artigo analisou os municípios brasileiros de acordo com sua relevância agropecuária, agrupando-os em três categorias: os 1% com maior concentração de terras, os 19% seguintes e os 80% restantes, usando o último Censo Agropecuário do IBGE, de 2006, e o IBGE Cidades, de 2010.

De acordo com o estudo, a cidade de Correntina, na Bahia, é um exemplo enquadrado entre os 1% de maior concentração fundiária. Nessa metrópole, a pobreza atinge 45% da população rural, e 31,8% da população geral. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDHm) é de 0,603, número bem abaixo da média nacional. De todas as autuações do Ministério do Trabalho e Emprego entre 2003 e 2013, 82% foram no oeste da Bahia. Somente em Correntina, 249 trabalhadores foram resgatados da condição de trabalho análogo a de escravo no mesmo período.

A organização também chama a atenção para a quantidade de terras ocupada por pequenos agricultores: os estabelecimentos com área inferior a 10 hectares representam mais de 47% do total de propriedades do país, mas ocupam menos de 2,3% da área rural total.

Entre as medidas que a instituição propõe para resolução do problema, estão a reforma agrária pelo acesso à terra e políticas para reconhecimento e garantia dos direitos da mulher no meio rural.

Para baixar a e ler o documento na íntegra, acesse: https://goo.gl/FELS6D


Crédito do texto: Da Redação
Data da publicação: 05/12/2016