O que pensam os paulistanos sobre os impactos do coronavírus?

Em sua segunda rodada, a pesquisa Viver em São Paulo – especial Pandemia mostra experiências da pandemia de coronavírus e do isolamento social.

Ilustração da capa do estudo Pesquisa Viver em São Paulo - Especial Pandemia parte 2 e desenho do coronavírus atrás.
O contato físico e encontrar pessoas sem restrições foram as respostas mais citadas dos entrevistados sobre o que mais sentem falta da vida antes do isolamento social. (crédito da imagem: divulgação)

78% estão evitando sair de casa, 26% estão com problemas de vizinhança barulhenta e 20% relatam solidão, e 51% responderam que pretendem poupar mais dinheiro para me prevenir de outras crises. Esses são alguns dos dados da segunda rodada da pesquisa Viver em São Paulo – Especial Pandemia, feita pela Rede Nossa São Paulo, em parceria com Ibope Inteligência.

Feita entre 21 de maio e 01 de junho deste ano por meio de entrevistas on-line com questionário estruturado, a consulta foi realizada com população internauta de 16 anos ou mais das classes ABC, moradores da cidade de São Paulo. A pesquisa traz dados sobre a experiência da pandemia de coronavírus e do isolamento social.

Durante a pandemia, metade dos entrevistados tiveram algum atendimento médico adiado, cancelado ou recusado, como consultas, cirurgias, exames ou tratamento.

Cerca de três em cada cinco respondentes passariam a sair menos de casa e ficariam o mais isolado possível, se recebessem informações oficiais de que o seu bairro ou a sua rua tem altas taxas de contaminação e mortes por causa da Covid-19.

Quando se compara a primeira rodada da pesquisa, realizada em abril, todos os agentes públicos apresentam queda no percentual de respondentes que consideram que suas medidas foram adequadas para combater os impactos da pandemia de coronavírus. O ministro da Saúde, o governador de São Paulo e o prefeito da capital paulista, apesar de continuarem sendo os agentes cujas medidas são tidas como mais adequadas, apresentam também as maiores quedas nestas respostas, de 71% para 53%; de 68% para 51% e; de 68% para 51%, respectivamente.

Para 51% dos internautas paulistanos a principal preocupação em relação à pandemia para a vida pessoal é a saúde de seus familiares, enquanto para 14% é a própria saúde. Já as preocupações econômicas aparecem no medo de ficar desempregado (16%) e em ter a renda diminuída/perder clientes ou ter prejuízos financeiros (9%). Em comparação à rodada anterior as diferenças ficam dentro da margem de erro da pesquisa. No que diz respeito à principal preocupação para o Brasil de forma geral, 51% temem um colapso/superlotação do sistema de saúde e 27% a economia do país piorar. Na região norte de São Paulo a preocupação com a piora da economia do país chega a 36%.

Quando foram convidados a escolher três coisas que mais sentem falta da vida antes do isolamento social, eles responderam: o contato físico com pessoas próximas (44%) e encontrar as pessoas sem restrições (43%); frequentar o comércio, feiras, restaurantes, bares e shoppings é mencionada por 38% dos respondentes e havia sido a resposta mais citada em abril (por 42%). Entre os internautas do centro é maior o percentual daqueles que sentem falta de circular pelas ruas da cidade (37%, contra 23% no total). Já aqueles que residem na região oeste destacam-se por serem os que mais sentem falta de encontrar as pessoas sem restrições (54%) e de viajar para outras cidades (25%, contra 19% no total da amostra).

Acesse aqui a pesquisa na íntegra: https://bit.ly/3fY5VkK