Na zona sul de São Paulo, farmácia social é aposta para cura do corpo e da sociedade

Novo modelo de negócio no setor de farmácia amplia o acesso comunitário a medicamentos.

Foto de comunidade na zona sul com casa de fachada azul, que é a FarmaWegman.
Farmácia estimula um novo jeito de consumir e contribuir com acesso ao medicamento a pacientes de comunidades periféricas. (crédito da imagem: divulgação)

A FarmaWegman é uma farmácia social inaugurada em meados deste ano na cidade de São Paulo. Localizada na periferia da zona sul, entre os bairros São Luís e Vila das Belezas, a farmácia conta com um amplo laboratório aprovado pela Vigilância de Saúde municipal, apto para manipular medicamentos antroposóficos, homeopáticos e fitoterápicos.

Os medicamentos fitoterápicos são aqueles elaborados a partir de plantas medicinais. Já a homeopatia e a antroposofia são práticas médicas que compreendem o processo saúde-doença através de uma perspectiva diferente da medicina convencional. Muitos são os motivos que levam o paciente a buscar ofertas de saúde como estas. Entre eles, está o interesse por medicamentos com menos efeitos colaterais, naturais, holísticos, ou mesmo que levem o paciente para um movimento de autoconhecimento, podendo assim lidar com seu quadro de enfermidade de modo mais autônomo e consciente. Afinal, nestes modelos de cuidado, o medicamento é entendido como algo que não trata a doença, mas sim o paciente, reequilibrando seu corpo para compreender e reverter o quadro de adoecimento. Juntas, antroposofia, homeopatia e fitoterapia compõe aquilo que no Brasil fica conhecido como práticas integrativas e complementares.

Desde meados dos anos 2000, as práticas integrativas e complementares em saúde são reconhecidas pelo Ministério da Saúde e se fazem presentes no serviço público de saúde de todo território nacional. Um desafio para a consolidação dessas abordagens, no entanto, historicamente se fez no acesso aos medicamentos próprios deste segmento. No setor público, a oferta é ainda reduzida e, no setor privado, o alto custo fez com que tratamentos não convencionais se mantivessem restritos a certos grupos sociais. Nesse sentido, o sonho de uma farmácia social passou a ser materializado ainda em 2015, e se concretizou neste ano, em meio a pandemia de Covid-19.

Isabel Jorge, farmacêutica responsável pela farmácia social, membro da Associação
Brasileira de Farmácia Antroposófica (Farmantropo) e docente do curso técnico de Farmácia no Senac Tiradentes, comenta que a FarmaWegman aposta em uma modelo de negócio em que o lucro obtido com a venda de medicamentos não é acumulado ou distribuído entre os administradores da farmácia. Ao contrário, é utilizado para subsidiar o desconto aos pacientes em situação de vulnerabilidade, mediante entrevista e análise com profissional da assistência social. Complementarmente, esse negócio conta com apoio da Associação Comunitária Monte Azul, da ABMA SP e da Sessão Médica Antroposófica no Brasil e com subsídios de empresas que acreditaram e incentivaram seu plano de negócio, como o Instituto Mahle, Software e muitas pessoas físicas engajadas nessa construção coletiva.

Ilustração sobre funcionamento de FarmaWegman, com ícones que narram seguinte ciclo: compra (lucro revertido em forma de desconto a pacientes em situações socioeconômicas mais vulneráveis) e acessibilidade ao meicamento (acesso para pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica). Quanto mais você compra mais você ajuda! WhatsApp: 1197440-6433 e site: https://www.farmawegman.com.br
Negócio social atua desde meados deste ano. (crédito da imagem: divulgação)

Dessa forma, a FarmaWegman é gerida por um colegiado envolvido com a medicina antroposófica e com o fortalecimento dos cuidados ampliados à saúde, chamado Amigos da Arte do Medicar Antroposófico. Entre eles, fazem parte nomes conhecidos da Associação Brasileira de Medicina Antroposófica, como a médica Érica de Souza, a engenheira química Maria Cecília Serafim e o geriatra Michael Yaari.

O modelo pioneiro da FarmaWegman chamou a atenção de diversos expoentes da medicina antroposófica no mundo, como Alemanha, Espanha e Suíça, e tem se mostrado uma nova forma de aliar necessidades de saúde e mercados emergentes. Uma aposta curativa tanto para o corpo, como para a sociedade em que está inserida.

Acesse aqui para conhecer a farmácia social FarmaWegman: https://www.farmawegman.com.br/

Página do Facebook da FarmaWegman: https://www.facebook.com/farmawegman

*Texto foi produzido pela equipe da FarmaWegman, com edição da equipe do Portal Setor3.