Mural presta homenagem à Nelson Mandela

No sábado passado (27/10), a cidade de São Paulo recebeu um imenso mural em homenagem ao líder sul-africano Nelson Mandela.

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A ideia é inspirar com o legado de Nelson Mandela. (crédito da imagem: divulgação)

Numa das paredes dos prédios localizados no Parque Minhocão está a imagem de Nelson Mandela, conhecido como Mandiba, líder sul-africano, retratada em uma obra de 15 por 25 metros produzida pelos artistas Criola e Diego Mouro no centro de São Paulo. A ideia da imagem visa inspirar que todos podem ser agentes ativos de mudanças para o que desejamos ver, seja na escola, no trabalho, na vizinhança e na família.

O mural chega para lembrar que períodos de injustiças sociais não duram para sempre, que não devemos jamais desistir de lutar, e que a transformação mais difícil de ser feita é a de nós mesmos. O legado de Mandela é um exemplo para toda humanidade.

A obra integra a série de ações que está sendo realizada pela South African Tourism, escritório de turismo da África do Sul no Brasil, pela ocasião de celebração do centenário de Mandela em 2018. Outras iniciativas são: Mulheres brilhantes seguindo os passos de Mandela, viagem para a África do Sul na qual Camila Pitanga, Djamila Ribeiro e Nátaly Neri, acompanhadas da cineasta Carol Rocha e da jornalista Milly Lacombe, visitaram lugares ligados à história de Mandela. A exposição Mandela e sua terra natal, que fica em cartaz de 25 de setembro a 31 de Outubro no Mirante 9 de Julho. A exibição de quatro filmes atrelados à história do líder na 42ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. E, por fim, o oferecimento de uma formação sobre o legado de Mandela e Direitos Humanos para professores do ensino fundamental.

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Criola ressalta em seus trabalhos o empoderamento a importância do protagonismo feminino. (crédito da imagem: divugação)

Criola é a identidade assumida por Tainá Lima para apresentar o seu trabalho artístico, enquanto mulher feminista e representante negra no mundo do graffiti. Mineira, nascida em Belo Horizonte, faz parte da nova geração de artistas urbanas brasileiras, e conduz sua produção diante das assimilações cotidianas e dos embates constantes sobre as mais diversas questões, pautadas principalmente no universo feminino e orientadas através da busca pela conexão consciente com a sua ancestralidade. Criola reforça através de sua assinatura e do seu empoderamento a importância do protagonismo feminino, anteriormente sem registros. Além disso, ela constrói um universo de valorização e resgate às próprias origens de mestiçagem e conexão afro-brasileira.

Diego Hernandez de Lima, de nome artístico Diego Mouro, é designer por formação, especialista em mídias sociais e artista da nova geração de talentos de São Paulo. Diego é negro e busca retratar personagens negros, apresentar o histórico da sua raça, a luta de sua irmandade e as belezas e vitórias de suas inspirações. Suas referências são o rap, o candomblé, o tambor africano, a poesia contemporânea da Matilde Campilho, a mãe de santo, o churrasco na quebrada, os textos do Rubem Alves, escritoras e escritores negros, livros de antropologia sobre a Diáspora Negra e a história da Arte Negra/Africana Contemporânea e antiga. Tem alguns princípios básicos que norteiam sua arte como a paleta de cores, pintura somente de pele negra, respeito e conexão com a ancestralidade, até a poética. Diego é político, é ativista, engajado. Fã de Mandela, tem tatuado na costela o poema Invictus e o número da cela onde Mandela foi preso.

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