Índice de Progresso Social traz recuo em direitos, segurança e tolerância

O estudo mostra o acesso à informação e às comunicações e disponibilidade de educação avançada impactam nos indicadores de progresso social. 

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O Brasil subiu no ranking três posições em relação a 2016, quando ocupava o 46º lugar no ranking, com 71,70 pontos. (Crédito da imagem: divulgação)

O Brasil ocupa 43ª posição do Índice de Progresso Social, com 73,97 pontos. Esse é um dos principais dados da pesquisa que dá base ao Índice de Progresso Social (IPS), realizado pela Social Progress Imperative, organização global sem fins lucrativos.

O índice é publicado anualmente e permite a realização de um comparativo do desempenho do progresso social de 128 países nos últimos quatro anos. Traz tendências globais, regionais e nacionais.

Os indicadores de qualidade de vida vêm melhorando em todo o globo. Por outro lado, os líderes terão que enfrentar os desafios de duas tendências extremamente preocupantes: o declínio dos direitos pessoais, da segurança individual, da tolerância e da inclusão, como o lento e desigual progresso social em grande parte dos países.

O Brasil subiu no ranking três posições em relação a 2016, quando ocupava o 46º lugar no ranking, com 71,70 pontos, entre 133 países participantes nessa ocasião. Ele aparece atrás de seus vizinhos no grupo de países considerados no ranking, como Chile, que ocupa 25ª posição com 82,54 pontos, e ao mesmo lidera entre os países da América Latina. Em seguida veio Uruguai em 31º e Argentina em 38º. Na frente do Brasil, na América Central, estão a Costa Rica em 28º e o Panamá em 40ª.

O IPS de 2017 mostra que os direitos políticos e de liberdade de expressão recuaram em um número maior de países do que naqueles em que esses direitos melhoraram. Já as melhorias na segurança pessoal nos últimos quatro anos permaneceram ilusórias. Cerca de metade dos países obteve uma queda, enquanto outra metade percebeu uma melhora nesse indicador de progresso social – incluindo terror político e mortes no trânsito.

A América Latine e o Caribe representam parte significativa dos maiores declínios em segurança no mundo. Desde 2009, Honduras tem visto o aumento mais dramático na taxa de homicídios: passando de 44,5 para 74,6 mortes por 100 mil habitantes por ano.

Já a Dinamarca lidera o ranking do IPS 2017 com forte desempenho em todos os componentes do indicador. O país está à frente nos seguintes quesitos: moradia (94,27 pontos) e direitos pessoais (97,89), ocupa o segundo lugar em acesso à informação e comunicações (98,49) e liberdade pessoal e de escolha (89,83) e aparece em terceiro lugar em segurança pessoal (93,75).

Acesse aqui o estudo na íntegra: http://www.socialprogressimperative.org/