Hangout sobre Gestão de Projetos Sociais no Território

A ideia da conversa foi introduzir o tema: gestão de projetos sociais e a importância de mapeamento dos territórios.

“Tratar dos territórios de forma homogênea e deixar de atingir as especificidades de cada local, principalmente naqueles que dependem do Estado, pode impactar diretamente na construção de políticas públicas “, sinalizou Dirce Koga, doutora em serviço social e coordenadora do Grupo de Pesquisa Cidades e Territórios, no hangout da sexta-feira passada (24/11).

Essa conversa on-line pretendeu divulgar e introduzir o tema do debate Gestão de Projetos Sociais no Território, na próxima quinta-feira, dia 30 de novembro, na sede do Senac São Paulo, no bairro Vila Buarque no centro de São Paulo. A iniciativa está sendo organizada pelo Senac Francisco Matarazzo com o objetivo de promover um diálogo sobre as desigualdades socioterritoriais com especialistas da área. Confira aqui a programação completa: https://goo.gl/BTVpNq

O hangout contou com a participação de Dirce Koga; Pedro Pontual, doutor e mestre em educação e consultor nas áreas de educação popular, participação social e gestão de projetos sociais; Roberto Galassi Amaral, doutor em serviço social, mestre em administração e graduação em administração e responsável pela coordenação dos cursos Gestão de Projetos Sociais no Território e Responsabilidade Social Empresarial e Sustentabilidade do Senac São Paulo; e Susana Sarmiento, jornalista e editora do Portal Setor3.

Dirce ressaltou que o critério de algumas pesquisas tem relação com o corte de renda e indica determinar quem tem direito nos espaços pesquisados. “A importância do território depende em conhecer as desigualdades e a diversidade se manifestarem”.

A professora também comentou a importância de gestores de projetos conhecerem outras escalas mais finas para compreender melhor cada cidade e estabelecer outros critérios em seus projetos. “Nós trabalhamos na lógica de território vivo seguindo a visão de cada política, cada área. Cada necessidade ser tratada de uma forma”, explicou Dirce com base no estudo recém lançado chamado Desigualdades nos territórios da cidade – um estudo baseado numa metodologia de análise georeferenciada dos territórios de uma cidade por meio de variáveis como: desenvolvimento humano, equidade, qualidade de vida, democracia e cidadania.

Ela ainda comentou que é importante considerar nas análises sociais os territórios nômades e oferecer elementos distintos de territorialidade e de identidade para compreender os vínculos das pessoas nesse contexto de risco vivenciado: com mais territorialidade e menos territorial.

Pedro complementou dizendo que a territorialidade é para que a política pública ofereça demandas de formação aos atores sociais governamentais e não governamentais. Ele perguntou para Dirce sobre a importância de gestores de avaliarem esses diagnósticos territoriais.

A assistente social respondeu ao questionamento indicando que hoje é fundamental o papel da supervisão técnica dentro dos projetos. “Não gosto muito dessa palavra, mas é importante possibilitar uma revisão de médio a longo prazo acompanhando cada etapa e gerando processos formativos. Ainda temos uma dinâmica como Paulo Freire dizia de sistema bancário, só depositar conteúdos. Falta ainda uma relação dialógica e de verdade abrir espaços de diálogo”, defendeu.

Os interessados em se aprofundar nesse debate podem participar e se inscrever no debate Gestão de Projetos Sociais no Território, no dia 30 de novembro, no auditório nobre na sede do Senac São Paulo, localizado na Rua Dr. Vila Nova, 228, às 13h30. Participação gratuita.

Programação completa do debate:

13h30 às 14 horas – Recepção dos Participantes
14 horas às 14h10 – Abertura – Roberto Galassi Amaral
14h10 às 14h30 – Apresentação dinâmica: Setor 3 – Susana Sarmiento
14h30 às 16 horas – Painel 1: Do Chão para a Gestão
A atividade buscará dialogar sobre a lógica institucional que tem marcado os processos de gestão das políticas sociais brasileiras, normalmente de costas para as desigualdades socioeconômicas e diversidades socioculturais presentes nas cidades e seus territórios. Quais caminhos metodológicos poderiam ser construídos na perspectiva de inversão desta lógica de gestão? Que perspectivas de gestão as métricas e cartografias sociais apresentam?
Convidado: Dirce Koga
Mediadores: Roberto Galassi Amaral e Pedro Pontual
16 às 17 horas – Painel 2: A Ação Social no Território – a contribuição do Mapa da Desigualdade da cidade de São Paulo
O painel tem por objetivo apresentar as informações mais significativas do Mapa da Desigualdade da cidade de São Paulo, buscando mostrar como este instrumento criado pela Rede Nossa São Paulo pode contribuir para uma melhor qualificação das ações sociais nos territórios e para empoderar os atores da sociedade civil para a prática do controle social das políticas públicas.
Convidado: Americo Sampaio
Mediadores: Roberto Galassi Amaral e Pedro Pontual
17 horas às 17h30 – Fechamento – Roberto Galassi Amaral e Pedro Pontual