Grupos de mentoria podem ser uma saída aos professores para inovação, segundo CEO da Bloomboard

Crédito Luciana Serra

“Escrever a sua meta já é 50% de seu caminho”, ressaltou Jason Lage, CEO e co-fundador da BloomBoard – uma empresa destinada para melhorar o espaço para educação primária e secundária capacitando o crescimento dos professores dos Estados Unidos- sobre a importância de estabelecer uma meta simples para construir um projeto diferenciado no dia a dia na sala de aula, em sua palestra Inovação na Formação de Professores durante a programação do Transformar – A Educação está em Evolução, realizado pela Fundação Lemann, Instituto Inspirare e Instituto Península, com apoio da Futura, no Espaço Vila dos Ipês, no bairro da Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo.

O encontro abordou currículo e interdisciplinaridade, competências para a vida no século 21, ensino híbrido, fabricação digital e cultura “maker”, formação de professores, avaliação, certificação, conectividade e empreendedorismo em educação. O evento foi destinado para gestores públicos, educadores, investidores, empreendedores, lideranças sociais e outros interessados em inovações educacionais.

Nesta edição, o Transformar ainda ofereceu uma edição do Fab Learn, evento sobre fabricação em educação, cultura “maker” e aprendizado mão na massa, promovido pela Universidade de Stanford em parceria com o Programaê. Clique aqui para saber sobre esse espaço: http://goo.gl/1UbXza

O palestrante é bacharel em psicologia e filosofia pela Universidade de Yale, possui MBA pela Graduate School of Business da Universidade de Stanford e mestre em educação pela School of Education da mesma universidade. Antes de fundar a BloomBoard, Jason trabalhou em finanças como analista de investimentos bancários e, em seguida, em um fundo de investimento de capital privado (private equity) antes de ir para a faculdade. Durante a pós-graduação, trabalhou em NewSchools Venture Fund como associado provisório durante o verão.

Jason sugeriu a criação de grupos de aprendizagem pessoal integrada pelos próprios professores formado por três e quatro pessoas para compartilharem experiências e pesquisas na área. “Em alguns grupos não precisa nem de internet para capacitar os professores e estimular seus colegas”, afirmou.

Jason ainda citou a importância da mudança de abordagem no processo de aprendizagem que pode contribuir para melhorar a performance. “Os professores ainda vivem em ilhas”, afirmou. Para ele, quanto mais grupos de mentorias entre os próprios professores melhor e maior o desenvolvimento e desempenho no dia a dia para trocarem práticas. Dessa forma, ele defende que a primeira saída é usar os modelos de treinamento para esses profissionais compartilharem seus desafios e dificuldades e quais ações funcionam bem; e a outra parte é o feedback em vídeo, que pode ser uma ferramenta interessante para esse processo. A terceira sugestão é microcredencial em que questionam quais as habilidades que os alunos precisam ter e o que o professor precisa saber para ser um facilitador de conteúdos.

O palestrante ainda comentou que é importante o professor mudar algumas atividades para dar uma boa aula no dia a dia e poucos consideram a parte socioemocional de seus alunos. “Os modelos de pedagogia não consideram essa parte também”, observou.
Na opinião dele, é importante a construção de diferentes cenários e situações para contribuir com aulas mais atraentes e inspirar os alunos. “Ainda é muito difícil mudar esse processo e essa política”, ressaltou. Ainda questionou: “Como inspirar propostas? Recebem pouco e adoram crianças. Como criar mais desses momentos para trabalhar com os mesmos motivadores? Eles são ótimos quando fazem o que querem fazer, mas também pergunto: Quanto tempo passam repassando informações de conformidade?”, refletiu e provocou o público.

O CEO da Bloomboard ressaltou que para ter uma inovação com esse segmento de profissionais é importante focar também nos alunos e até treinar os diretores de escolas. “Os líderes são importantes para inovação nesse processo de aprendizagem”, defendeu o palestrante que ainda compartilhou que a maioria dos docentes prefere trabalhar e investir nos considerados alunos bons, conhecidos por terem boas notas, e não trabalha com os considerados ruins e indisciplinados.


Acesse o site do evento aqui: http://transformareducacao.org.br/
Confira cobertura da equipe do Porvir: http://porvir.org/

Confira a notícia: Secretária de Educação de Helsinque, da Finlândia, explicou características para currículo do século 21

Confira aqui a cobertura completa do Portal Setor3:

Palestrantes falam sobre práticas de ensino híbrido no Transformar 2015

Gerente do Programa Ceibal, do Urugai, explica desafios e avanços com a iniciativa de inclusão digital

Criador do projetoFabLab@School valoriza a importância de espaços makers no processo de aprendizagem

Secretária de Educação de Helsinque, da Finlândia, explicou características para currículo do século 21


Data original de publicação: 27/08/2015