Gerente de marketing da Google explicou o Desafio Impacto Social

De que forma as organizações podem usar as tecnologias e mídias sociais para aumentarem o impacto de suas iniciativas? Hoje em dia muitas pessoas se comunicam pelas ferramentas digitais. Para conectá-las nas diferentes causas sociais, organizações estão contando suas histórias com a ajuda dessas plataformas na internet. Para exemplificar este movimento, o último debate do Seminário Social Good Brasil 2015 Inovação e Tecnologia Potencializando Resultados de Organizações Sociais, que ocorreu entre os dias 12 e 13 de novembro, no Centro Integrado de Cultura, em Florianópolis (SC), trouxe o case do Desafio de Impacto Social, promovido pelo Google. No ano passado, essa ação doou R$ 7 milhões a organizações sociais brasileiras.

Kim Farrell, gerente de marketing da Google, explicou como foi a criação dessa iniciativa da empresa. Inicialmente ocorreu na Inglaterra, depois foi para Índia e, finalmente, ao Brasil. Essa ação não é um projeto da Google, mas uma oportunidade de dar recursos para as próprias organizações e ideias delas. “É uma boa oportunidade de captação”, ressaltou.

Maria Sylvia Aparecida de Oliveira, diretora de Geledés Instituto da Mulher Negra, falou sobre a criação da organização e o objetivo de atuação da entidade. O seu foco é atuar com direitos humanos, gênero, raça e etnia. Suas ações tentam combater o machismo e sexismo. Ela exemplificou com o Projeto Promotoras Legais Populares, que possui o objetivo de aumentar a disseminação do Manual Promotora Legais Populare. Acesse aqui para conhecer: http://plp.geledes.org.br/

Para contribuir ainda mais no combate à violência doméstica, proteger e fazer a prevenção, a organização foi uma das selecionadas no edital do ano passado do Desafio de Impacto Social para criar o aplicativo PL2P 2.0. A ideia está sendo implementada no Rio Grande do Sul, com parceria entre diferentes órgãos públicos e sociedade civil organizada. Depois será expandido a outros estados. A ação é destinada para mulheres em medida protetiva.

Kim comentou que quando lançaram o edital do Desafio foi próximo ao período de Carnaval e mesmo assim receberam muitas propostas de organizações. Eles observaram que as ideias eram bem diversificadas e eram desenvolvidas por pessoas bem jovens e recém-formados.

Maria Sylvia explicou que o app contribui para denunciar casos de violência contra mulher, onde foi o fato, o número da medida protetiva cadastrada no sistema de segurança pública. “Se clicar quatro vezes, te leva para uma mensagem de segurança e aciona a viatura da política para saber o que está acontecendo. Também possibilita gravar todo áudio para servir de prova no tribunal”, esclareceu.

Kim também ressaltou que viram a necessidade de contratarem duas empresas para atuarem como coaching na construção de plano de negócios para os projetos das organizações. “Elas podem imitar o jeito de fazer de empresas com suas ações. Fizemos esse investimento, porque queríamos ter certeza do plano de marketing. É preciso saber fazer a técnica para passar a ideia e tentar captar recursos”, defendeu.

A diretora do Geledés compartilhou que a primeira conversa com a Justiça foi exitosa e pontuou que o app pode contribuir na luta contra o racismo contra milhares de mulheres negras e que sofrem violência de forma particular e incisiva.

A gerente de marketing do Google recomendou: “acho que todos que ganharam tinham essa visão da importância de colaboração, de compartilhamento. Dentro do sucesso de projetos, os protótipos podem ter mais investimento assim”.

Confira aqui os conteúdos dos debates no blog do Seminário Social Good Brasil 2015: http://socialgoodbrasil.org.br/postagens/blog

Leia também esta notícia: Organizações vencedoras do Desafio de Impacto Social Google Brasil apresentam tecnologias desenvolvidas: http://goo.gl/Vo5BVA

Site do Desafio Impacto Social: https://desafiosocial.withgoogle.com/brazil2014

Confira aqui editorial com cobertura completa do evento.


Data original de publicação: 24/11/2015