Feira virtual de livros das periferias de SP entre 4 e 6/12

Promovido pela Ação Educativa, evento terá venda de mais de 190 títulos com preços especiais, mesas de debate e lançamentos.

Ilustração de rosto de tigre feito de casas de periferias. Chamada esquerda: Feita Virtual do Livro das Periferias. Lado direito: de 04 a 6/12 e mesas com autores Lançamentos e muito mais! Na parte superior: Se Liga! Vem Ai e mais de 190 títulos com trechos especiais.
O evento promove a feita virtual e lançamento de pesquisa inédita Editoras e Selos Editoriais das Periferias de SP, realizada pela Ação Educativa. (crédito da imagem: divulgação)

De 4 a 6 de dezembro, acontece a primeira edição da Feira Virtual do Livro das Periferias, evento que reúne editoras e selos de publicação vinculadas às periferias da região metropolitana de São Paulo. A iniciativa da Ação Educativa, com apoio do Programa de Ação Cultural (ProAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, promove apresentações e mesas de diálogo sobre as produções editoriais de territórios periféricos por meio de saraus, leituras de textos, incentivo à leitura e comentários sobre os livros publicados pelas editoras e selos das periferias. A participação é gratuita e a programação completa está disponível no site www.feiradolivrodasperiferias.org.br

Junto com o lançamento da Feira, também ocorre a divulgação da pesquisa inédita Editoras e Selos Editoriais das Periferias de SP, realizada pela Ação Educativa sobre o mercado editorial das periferias da Região Metropolitana de São Paulo. De acordo com a pesquisa, são 375 títulos publicados por essas editoras, somando 187.500 exemplares estimados, um mercado que até abril de 2020 gerou R$ 3,75 milhões em vendas. São 275 autores e autoras, sendo um terço deste total composto por mulheres. Quanto ao recorte racial, também um terço dos autores são negros.

Realizada em nove etapas entre fevereiro e agosto de 2020, ela possui o objetivo de contribuir para a democratização do mercado editorial brasileiro e para a ampliação da bibliodiversidade nas práticas de leitura do país.

A pesquisa revela que a maioria dos leitores é de moradores das próprias periferias (51,8%) e o custo elevado é identificado como a principal dificuldade no acesso aos títulos (29,6%). Já na perspectiva das editoras/selos, a divulgação (32,7%) é o maior desafio para ampliar o acesso.

Quanto à distribuição territorial, a periferia da zona sul de São Paulo concentra metade (50%) das editoras/selos, seguida pela zona norte, com pouco mais de um quarto do total (27,7%). Apenas uma está localizada fora da capital paulistana, em Embu das Artes, na Grande São Paulo.

A pesquisa considerou as editoras e selos de publicação das periferias de São Paulo surgidos entre 2005 e 2019. No período de 14 anos, foram observadas 18 editoras, 10 das quais surgidas entre 2011 e 2016.

Apesar da estrutura de pequeno porte, a pesquisa revelou que a maioria (61,1%) das editoras/selos que participaram da pesquisa têm Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), o que sugere a consolidação de um negócio editorial, e que permite a essas organizações uma variedade de atividades mais ampla em comparação com aquelas que não possuem ou têm seu cadastro prejudicado. O CNPJ é constituído por essas organizações não só para permitir a edição e comercialização editorial, mas também a realização de atividades relacionadas, como organização de eventos literários, a participação em editais públicos e privados e a prestação de serviços de natureza artística e educativa.

Programação e vendas: www.feiradolivrodasperiferias.org.br