Estudo contribui com empresas e OSCs na comunicação de causas

O levantamento contextualiza o impacto da pandemia nas empresas e o novo comportamento consumidor, e indica caminhos para novas relações e comunicação com a comunidade.

Banner com título da pesquisa: E agora, Como é que eu comunico? O que fomos aprender com um mundo que está aprendendo.
O estudo baseou-se em entrevistas com cerca de 13 nomes de referências nacionais e internacionais. (crédito da imagem: divulgação)

A Social Docs, empresa de conteúdo e storytelling do país focada em contar histórias de transformação e impacto social, lança um estudo E Agora? Como É Que Eu Comunico?, em que contextualiza o impacto da pandemia nas organizações, em termos de comunicação e marketing, e busca projetar um cenário futuro a partir do atual comportamento do consumidor e dos doadores.

Esse estudo foi baseado em diferentes metodologias de pesquisa, incluindo entrevistas com nomes que são referência no Brasil e no exterior, como: Daniela Cachich, VP de Marketing da Pepsico; Sergio Giorgetti, VP de Marketing da Visa do Brasil; Marcelo Estraviz, especialista em captação de recursos para o setor social; e Angie Brooker, COO da DTV Group, de Londres.

A pandemia evidenciou mais ainda a desigualdade social, as deficiências e as dificuldades dos diversos setores. Isso atingiu a relação das pessoas com as empresas, que viram seus produtos e áreas de atuação perderem o sentido. O tracking de 2019, antes do coronavírus, analisou mais de 1800 marcas em 31 países, e trouxe resultados chocantes, como o de que as pessoas não se importariam se 77% das marcas desaparecessem. Diante disso, o momento exige uma mudança de cultura, comportamento e comunicação das empresas.

Diante desse cenário, as empresas precisam se tornar relevantes em suas comunidades, e estarem alinhadas aos interesses de seus públicos. Um dos desafios é descobrir como inserir essa realidade seguinte ao fluxo dos propósitos e projetos. Se já existia um movimento para que empresas gerassem impactos positivos, a pandemia trouxe senso de urgência.

A publicação traz alguns caminhos para que as empresas finalmente incorporem esses aspectos de relacionamento e comunicação em sua cultura, construindo boa reputação e colaborando para a sobrevivência de todos, inclusive dela mesma. A abordagem, contudo, é delicada: como estabelecer essas mudanças e comunicá-las de maneira genuína, sem que sejam associadas ao oportunismo?

Para ajudar nessa questão, o estudo aborda um outro lado dessa história, trazido pela pandemia: as empresas têm muito a aprender com o setor social; com as OSCs, para seguir rumo às transformações necessárias. As organizações sociais, já inseridas na comunidade, trazem mudanças e provocam melhorias. O terceiro setor consegue ir onde muitas pessoas e empresas não alcançam. Deste modo, a sua parceria com o privado favorece um papel essencial, onde um traz financiamento e suporte, e o outro catalisa melhorias. A comunicação em todas as esferas dessa relação é fundamental.

Outros abordados foram: a necessidade do diálogo; o papel das ferramentas digitais na comunicação; a coerência entre o discurso e as atitudes; o crescimento da contação de histórias humanas, que geram empatia e são a chave para abrir portas; e outros.

Além de Cachich, Giorgetti e Estraviz, também colaboraram com o estudo Cris Oestreicher, da ACORDE/ ONG Casa Zezinho; Rodrigo Alvarez, Consultor MOBILIZA; Carlos Nunes de Oliveira, do Instituto Reciclar; Laura Leal, do Alana; Marcelo Iñarra, consultor internacional de captação de recursos; Emygdio Neto, empreendedor; João Paulo Vergueiro, da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), Viviane Mansi, da Fundação Toyota do Brasil; Angie Brooker, COO da DTV Group de Londres, especialista em campanhas de DRTV; Daniel Teixeira, diretor do CEERT.

Acesse aqui a publicação na íntegra no site do negócio social: https://www.socialdocs.com.br/eagora