Estudo aponta o impacto das Tecnologias da Informação e Comunicação em organizações sem fins lucrativos

72% das organizações sem fins lucrativos utilizaram a internet nos últimos 12 meses. Entre as principais formas de uso estão enviar e receber e-mails, buscar informações sobre produtos ou serviços e fazer pagamentos e consultas bancárias. Isso é o que aponta a pesquisa TIC Organizações Sem Fins Lucrativos, realizada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br).

Com o objetivo de observar o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação(TICs) e avaliar o seu impacto em organizações sem fins lucrativos, o estudo realizou 3.546 entrevistas com organizações não governamentais, associações, fundações, organizações religiosas e sindicatos. Para compor a amostra, foi utilizado como referência o Cadastro Central de Empresas do IBGE.

A pesquisa foi dividida em três eixos principais: infraestrutura de tecnologia da informação e comunicação, que tem como alvo analisar a estrutura das organizações, número de computadores disponíveis e velocidade da conexão; uso das TIC, que observa as principais atividades com o apoio da tecnologia; e, por fim, as capacidades e habilidades na área, apontando se as equipes têm conhecimento para tratar o tema de forma estratégica, incluindo a utilização de web site e a presença em redes sociais. Além das temáticas citadas, o estudo levantou dados referentes ao perfil institucional, gerando dados como área de atuação, público-alvo, mantenedora e colaboração.

De acordo com Fábio Senne, coordenador de pesquisas do CETIC.br, atualmente existem promessas e apostas de que as tecnologias irão impulsionar o trabalho das organizações. “Cada vez mais, a missão desses grupos passará a ser buscada com o uso das TICs”, afirmou. Dentro de uma instituição voltada para políticas públicas, por exemplo, o uso da internet poderia permitir a divulgação e ampliação ao acesso de dados estratégicos.

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Segundo os resultados, 65% das organizações sem fins lucrativos possuem computador próprio em funcionamento. No entanto, cerca de 80% dos entrevistados declararam utilizar o equipamento. A diferença numérica foi apontada e justificada pela quantidade usuários do equipamento por meio de centros públicos, ou aparelhos de propriedade pessoal dos membros.

No que se refere à conexão, foi constatado que o uso da internet é mais expressivo em organizações com mais de dez pessoas remuneradas. Nesse grupo, o percentual é de 55% de acessos, enquanto as não remuneradas apresentam apenas 5%. “Os grupos mais consolidados já estão um pouco mais perto da universalização”, apontou Senne. Entre os principais problemas levantados como falhas para a equiparação desse uso estão a falta de recursos financeiros, a estrutura de acesso e a capacitação das equipes.

Segundo o coordenador de pesquisas do CETIC.br, outro desafio enfrentado pelas organizações é aprender a aplicar as novas ferramentas nas atividades que eram realizadas antes da internet, já que 47% delas já existiam antes da popularização do uso da internet comercial. Para as equipes que passaram a utilizar essa ferramenta, a estratégia aumentou a agilidade do trabalho e melhorou a comunicação interna. Entretanto, o item menos mencionado na pesquisa foi a possibilidade de captação de recursos. O que revela que as instituições ainda apresentam um uso consideravelmente básico da rede. “Ainda falta para as organizações encontrarem um uso mais estratégico das TICs”, afirmou.

Serviço:

Site do CETIC.br: www.cetic.br
Link da pesquisa: www.cetic.br/osfil/2012

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