Especialistas explicam processos de cadeia de valor

Na tarde do primeiro dia da Conferência Ethos 2018, o painel aborda como gestores podem melhorar a escala de seus produtos e serviços alinhados com a sustentabilidade.

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Especialistas contextualizam a importância de cadeias de valor claras e com fluxos bem determinados. (crédito da imagem: Fanatic Studio/GettyImages)

Valorizar cada ator, entender cada parte do processo para compreender a cadeia de valor, um dos itens fundamentais para a sustentabilidade dentro das organizações. Esse foi o assunto central do painel Sustentabilidade na cadeia de valor: como dar escala e alcançar resultados efetivos na Conferência Ethos 20 anos no Expo Barra Funda na zona oeste de São Paulo na tarde do primeiro dia (25 de setembro). Leonardo Augusto Dufloth, coordenador de mobilização do Institiuto Ethos, mediu a conversa.

Nos dias 25 e 26 de setembro, Instituto Ethos promoveu diálogos sobre direitos humanos, integridade, meio ambiente, tecnologia, compliance, gestão sustentáveis, empresas e negócios, empreendedorismo e economia. Foram seis palcos simultâneos com diferentes temas no Expo Barra Funda, além de mostrar a trajetória da organização desde sua fundação.

João Teixeira, coordenador sênior de sustentabilidade da Natura, falou que trabalha em prol do desenvolvimento da cadeia de valor com a luz em toda a sustentabilidade e garantir o respeito ao meio ambiente. Essa parte faz parte da responsabilidade compartilhada. Ele comentou da importância de trazer as partes envolvidas da produção e a relação ética nas cadeias.

Ele também comentou sobre a importância de ter a rastreabilidade do trabalho e fatores de gestão de riscos, como mão de obra terceirizada. A ideia é trazer mais luz e definir os principais elos. Todo o processo de mitigar qualquer erro que flua. Também comentou que tem plano de monitoramento anual e estabelecer critérios para garantir que não tenha problema no uso sustentável da sociobiodiversidade.

O coordenador da Natura ainda comentou sobre uma plataforma de inovação, em que possibilita diálogo com essas comunidades tradicionais que têm suas particularidades e vivem mais isolados. “Atuamos de forma robusta e complexa. É uma marca da Natura”, ressalta e ainda compartilha alguns números: 34 comunidades, 5.296 mil famílias, 21.184 pessoas impactadas, 18 unidades de procedimento locais, 257 mil hectares impactados e 26 espécies nativas.

Também disse que a empresa usa ferramentas de gestão, sistema de rastreabilidade para garantir a sociobiodiversidade de seus produtos, um software chamado Aragis usado em 100% dos domicílios no Sistema de Cálculo de Repartição de Benefícios e o próprio Sistema de Verificação Natura com os princípios de biodiversidade ecológica, para garantir princípios éticos e de comércio justo em toda cadeia. “A ideia é dar mais transparência para mostrar o que ocorre nessas cadeias”.

Marco Antonio Fujihara, diretor executivo do Ibracem, comentou sobre sua atuação na área de compliance no Instituto Ethos. Ele trabalha com sistema de robôs e traz dados públicos com levantamento de partido político. Atua na área de inteligência artificial. Ainda comentou sobre um estudo para entender melhor os fornecedores de partidos políticos, com informações públicos sobre os CNPJs dessas organizações. “Trata-se de um trabalho de compliance ambiental, social e de integridade”. Em sua opinião, deveria ter integridade em todas as áreas para eliminar a área de compliance dentro das organizações e trabalharem mais juntos. E ele estimula a reflexão sobre como trabalhar para se dar mais valor.

“Acredito que tem que ter mais atividades para dar mais valor na cadeia e elencar o que vai ser melhor. Não precisa ter selo e mais no dia a dia de orientação para criar canal de comunicação para não precisar mais dessas coisas”, defendeu representante do Ibracem.
Ele ainda compartilhou que em algumas organizações há bonificação para o funcionário que consegue que a empresa pague menos ao fornecedor. “Tem que mudar essa bonificação e pagar, por exemplo, com menor risco”. Ele ainda falou sobre o prazo de pagamento para modificar o sistema de bonificação, cabe a alta administração orientar as pessoas também.

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