Emergência Política Periferias

Pesquisa mapeou 100 iniciativas que reduzem a distância entre o cidadão e o governo com soluções inovadoras, a partir das regiões com problemas socioeconômicos do país.

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Estudo foi lançado na última terça-feira dia 28 de agosto. (crédito da imagem: divulgação)

Emergência Política Periferias é o nome da pesquisa realizada pelo Instituto Update com patrocínio da Fundação Ford e Fundação Tide Setubal, em que mapeou inovações políticas nas periferias de cinco regiões metropolitanas do país: Belo Horizonte, Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

A pesquisa foi produzida entre fevereiro e agosto deste ano e foi lançada na última terça-feira, 28 de agosto, durante evento na Galeria Olido, no centro de São Paulo.

No decorrer do estudo, temas críticos para a implementação de políticas públicas de redução das desigualdades e para o desenvolvimento sustentável das periferias urbanas foram abordados. São exemplos a representatividade política, redução das violências, uso de tecnologias, Constituição Federal, democracia, racismo estrutural, machismo na sociedade, acesso a direitos, disputa de narrativas, fake news, entre outros.

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As iniativas são feitas por ONGs, coletivos informais, indivíduos ou estão conectados com a política institucional. (crédito da imagem: divulgação)

Uma perspectiva marcante da pesquisa é a percepção não apenas da necessidade de transformação política do Estado, mas a relevância de fazê-lo conjuntamente com a população das periferias, uma vez que os governos, de forma geral, desconhecem ou desvalorizam a profundidade dos problemas vividos nestes territórios.

Realizado por pesquisadores que atuam nas próprias regiões mapeadas, a iniciativa se divide entre as pautas de participação política, redes de colaboração, movimentos sociais e culturais, meio ambiente, empreendedorismo social e mídia independente e alternativa. São realizadas por ONGs, coletivos informais, indivíduos ou estão ligadas à política institucional. E emergem a partir de cinco principais gatilhos: a dor, o mentor, coletivos de cultura, ONGS e políticas sociais.

Os laboratórios de direitos foram classificados em: 1) direito à existência: defender os direitos humanos básicos para garantir a vida. Exemplos: Fala Roça (Rio de Janeiro), Assessoria Popular Maria Felipa (Belo Horizonte), Santuário dos Pajés (Brasília) e Quilombo Manzo (Recife); 2) direito à memória, educação e cultura: defender os direitos conquistados para garantir a dignidade e identidade – exemplos: Casa Frida (Brasília) e Beth de Oxum (Recife); 3) direito à economia e bem viver: defender o acesso ao capital e recursos naturais para garantir a qualidade de vida – exemplos: Fa.Vela (Rio de Janeiro) Saladorama (Recife), Reciclação (Rio de Janeiro) e Desenrola e Não me Enrola (São Paulo); 4) direito à participação social: defender e criar espaços para influenciar políticas públicas, garantir voz nos espaços de decisão e incidência – exemplos: DUCA (Brasília), Cursinho Popular Transformação (São Paulo), Centro de Comunicação e Juventude (Recife), Iniciativa Negra por Uma Nova Política sobre Drogas (São Paulo) e Jovem de Expressão (Brasília); 5) direito à ocupação do poder: defender o direito a legislar, ocupar e pautar a política nacional para garantir a continuidade e institucionalidade – exemplos: Nós, Mulheres da Periferia (São Paulo), Marcelo Rocha (SP), Pretas em Movimento (Belo Horizonte) e Frente Autônoma LGBTQ (Belo Horizonte).

Conheça aqui o relatório: www.emergenciapolitica.org

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