Eleições 2018: Aplicativos ajudam na escolha dos candidatos

Seminário Eleições, Internet e Direitos promove debates sobre assuntos atuais de lei relacionado com dados pessoais, fake news e diversidade de opiniões.

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Evento realizado pelo Idec e Coaliazão de Direitos da Rede. (crédito da imagem: divulgação)

Foram quatro debates sobre assuntos pertinentes que impactam diretamente na defesa de direitos, compartilhamentos de dados pessoais nas redes sociais e discursos de ódio nas plataformas. O seminário Eleições, Internet e Direitos, organizado pela Coalizão Direitos na Rede e pela Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo, também trouxe no final da sua programação apresentação de aplicativos que podem contribuir na escolha política dos cidadãos.

O objetivo do evento é estabelecer um diálogo entre sociedade civil, empresas de tecnologia e poder público sobre o papel das plataformas digitais na intermediação do
consumo de informação política.

As ferramentas apresentadas foram: #MeRepresenta, Tinder do voto, Dado Capital, Poder do Voto e Appartidarias 2.0.

Leandro Machado, idealizador do Tinder do voto, ressalta o papel da tecnologia em empoderar o eleitor. Explica que o aplicativo organiza dados e o usuário pode organizar como bem entender e vai ter as candidatas que mais se aproximam dele. “A linguagem é bem didática. Traz o eleitor para a cultura do viés da transparência”.

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Aplicativos e plataformas pretendem ajudar na escolha do eleitor. (crédito da imagem: divulgação)

Já Paulo Dalla Nora fala sobre o Poder do Voto, em que mostra as doações de pessoas físicas e como seu candidato está sendo aprovado, além de produção de relatórios. Também faz levantamento dos temas que mais são tratados pelos candidatos e oferecem pontos de aproximações. “Hoje a ideia é acompanhar tudo facilmente automaticamente”, esclarece.

O aplicativo #MeRepresenta foi criado para as eleições de 2016 e possui 460 candidatos a vereadores a temas relacionados com direitos humanos. Oferece ainda informações de mil vereadores de 35 partidos. “Nove são mulheres. Três delas negras e quatro LGBT. Isso significa que precisamos aproximar os grupos de mulheres das políticas com sua ação contínua no Poder Legislativo”, defende a advogada Evorah Cardoso, e ainda comenta que os candidatos responderam um questionário de 20 perguntas sobre direitos humanos em nove segmentos. “Não adianta termos soluções tecnológicas para problemas políticos”.

Saulo Porto, responsável pelo Dado Capital, explica sobre a mobilização social com a organização Minha Campinas em reuniu 7 mil eleitores e 700 candidatos. Atualmente está focada no projeto VotaSP. “A gente quer capturar informação a partir de 40 questões para matches de forma clara e os candidatos e eleitores se acordarem plenamente. Há um número mínimo por ordem facilitando uma escolha. A ideia é trazer um pouco de racionalidade nessa escolha”.

Appartidarias 2.0 foi outra aplicativo apresentado no encerramento do evento. O projeto pretende dar visibilidade a candidaturas de mulheres, monitorar e criar alertas aos Ministérios Públicos para investigar se a candidatura é fictícia ou não, para que recebam recursos suficientes. Também permitirá checar o financiamento das campanhas e se os partidos estão cumprindo a determinação dos 30% do fundo partidário. Lígia Paula Pires Pinto Sica é uma das responsáveis pela iniciativa: https://www.hackathonappartidarias.com/