Diretor da Summit Tahoma na Califórnia fala como conseguem diferenciar o ensino

17434671_1368967759790611_4044177265132597109_o“Acredito que as escolas devem conectar sonhos. Os alunos podem aprender tudo e nós podemos ajudar a ter relações saudáveis. Tudo é possível. Se você der autonomia para as pessoas, coisas incríveis vão acontecer”, afirmou Nick Kim, diretor-executivo da Summit High School, dos Estados Unidos. Ele encerrou o Transformar 2017 – A Educação em Evolução, na terça-feira da semana passada (4 de abril) na região da Barra Funda em São Paulo.

O jovem diretor falou sobre a escola, sistema de aprendizagem, a importância da tecnologia e personificação do ensino. Ele iniciou sua carreira em educação atuando em escolas urbanas do centro-sul de Los Angeles, passou por programas extracurriculares em escolas de ensino fundamental 1 e ensinou matemática ao fundamental 2, possui mestrado em artes na área de educação pela Universidade de Stanford e deu aulas de história por cinco anos na região da baía de São Francisco.

encerramentoPara abrir sua palestra, ele apresentou um vídeo de um estudante da Summit chamado Edgar, que gostava do ensino de lá e reconhecia como grande chance para conseguir ingressar em uma boa universidade.

A Summit Public Schools possui 11 escolas, segundo Nick. É reconhecida por ganhar prêmios internacionais como uma das organizações mais inovadoras. “No Estado da Califórnia, 100% se formam elegíveis para cursos de graduação de quatro anos e 98% são aceitos em cursos de graduação de quatro anos. Possui duas vezes a taxa média nacional de formação superior. Começamos a pensar: o que nossas escolas têm que fazer? O que significa se formar com 18 anos?”

Ele ressaltou que é fundamental estabelecer um caminho para cada aluno e isso tem que ser diferente. “Todos são capazes de fazer as coisas, criar escolas incríveis, tem que ter ferramentas necessárias. Vamos começar com os alunos que todos são capazes”, afirmou o educador. Nick disse ainda que fizeram parcerias com plataformas de conteúdo. Priorizaram em: primeiro nas habilidades – escola baseada em projetos, 2º) conteúdo, 3º) os hábitos, 4º) estabelecimento de metas e 5º) trajetória com credibilidade.

“É importante conectar o que eles fazem todos os dias, com seus sonhos”, reforçou o palestrante. Ele ainda comentou que os primeiros crescem muito nas escolas Summit, porque eles possuem espaço para acreditarem que têm potencial. “Ele tem muito espaço para compartilhar o que está fazendo, suas metas, para inspirar pessoas. Os professores precisam de apoio constante e a preparação é bem importante. Cada professor recebe um coach e precisa de tempo e suporte”.

Nick defendeu que é necessário criar escolar grandes. Para isso, envolve mudanças especialmente no tempo. “Na escola tradicional, se estiver preparada, um mês depois recebe 79%”, salientou sobre a relação do negócio na mudança das escolas.
O diretor da Summit também falou do uso do tempo do professor, eles ficam mais focados nos projetos e dão importância ao feedback. “Precisamos preparar os professores para fazer o que sabem de melhor: estar ali com um bom relacionamento com o aluno”.

Por meio de um vídeo sobre a conversa entre Edgar e sua professora, Nick compartilhou que na Summit priorizam a boa relação com os alunos e mostrou as ferramentas que permitem apoio no processo de aprendizagem.

encerramento-nickO diretor vive na região do Vale do Silício e avisam que os alunos priorizam a questão do tempo. Ele explicou uma ferramente chamada PLP, que é fácil de manusear para incluir dados, vídeos e fala da professora como usa, lê os trabalhos de seus alunos, consegue ter uma visão geral da sua produção e a ajuda a preparar a aula do dia.

A Summit Learning está em 19 escolas presente em 10 Estados dos Estados Unidos. Alguns dados desse sistema: 70% distritais, 25% autônomos, 5% independentes e 20.773 estudantes envolvidos. Estão lá na plataforma dados sobre os alunos, professores, ambiente e ferramentas utilizadas no site:http://summitlearning.org

Serviço:

Site do evento: http://transformareducacao.org.br/


Data de publicação: 11/04/2017