Dez dicas para ter um Carnaval consciente e sustentável

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Carnaval em Olinda (PE) Crédito: Creative commons/Jan Ribeiro/ Prefeitura de Olinda

É possível aproveitar a festa de Carnaval e, ao mesmo tempo, ter atitudes sustentáveis? Pode apostar que sim! Veja aqui dicas de consumo consciente, que valem para os foliões e para quem vai curtir outra programação nesse período. São sugestões simples e práticas. Tenha um #CarnavalConsciente!

1. Lixo é no lixo! Você vai pular Carnaval nos blocos e desfiles? Já pensou toda aquela multidão jogando papéis, copos, embalagens de bebidas e tudo o mais nas ruas? Seria uma tragédia! O lixo acumulado nas calçadas entope os bueiros e aumenta o risco de enchentes. Nas estradas, os detritos jogados nos acostamentos agridem e colocam em risco o meio ambiente e os animais. Nas praias, o lixo se espalha pela orla, vai parar no fundo do mar e, além de contaminar a água e consequentemente fauna e flora que nela vivem, seu recolhimento é muito trabalhoso. O consumidor consciente pode evitar estes impactos se levar consigo um saquinho para guardar seu lixo até encontrar um local apropriado para o descarte. Respeite o espaço público e o meio ambiente. E evite desperdício de comida e bebida, que geram mais resíduos ainda!

2. Fantasia reciclada Você sabia que, para confeccionar uma fantasia, são utilizadas matérias-primas, água e energia em sua produção, além do transporte (que aumenta a emissão de gás carbônico no meio ambiente)? Que tal reutilizá-la, trocá-la com amigos ou reformá-la? Utilizando a mesma fantasia mais de uma vez, o consumidor consciente dilui ao longo do tempo os impactos negativos ocorridos na produção dos materiais que compõem a vestimenta. Além disso, evita que ela seja jogada fora e, assim, aumente a quantidade de lixo produzido desnecessariamente.

3. Cardápio saudável para ter pique! Escolha refeições balanceadas, ricas em alimentos de fácil digestão, como legumes, verduras, carboidratos integrais e carnes brancas. Evite pratos gordurosos, que deixam a digestão lenta e podem causar sonolência, dores de estômago e má disposição. Se você for comprar um lanche na rua, no sambódromo ou no salão, observe as condições de higiene do local e se os produtos vendidos estão em refrigeração adequada. E beba muita água (de 2 a 4 litros por dia). Com o calor e os pulos da folia, a produção de suor aumenta, por isso, você corre o risco de se desidratar. E evite o excesso de bebidas alcoólicas. Além de não fazer bem á saúde, também pode causar acidentes de trânsito e brigas de rua.

4. Consciência na estrada Vai viajar de carro? Na época do Carnaval, o tráfego nas estradas é intenso, por isso, aumenta o risco de acidentes, além da emissão de poluentes. O que fazer? O consumidor consciente pode se organizar para viajar com o maior número possível de pessoas no carro, diluindo os impactos da viagem. Pode também fazer uma vistoria geral no veículo, incluindo a regulagem do motor, que poderá reduzir em até 5% o consumo de combustível e emitindo menos gases de efeito estufa. Pode ainda programar a saída de casa em horários de menos trânsito, reduzindo desta forma o tempo em marcha lenta e emissão maior de carbono.

5. Turismo com respeito O turismo pode ter impactos positivos: respeitando os costumes dos lugares visitados e prestigiando a cultura e economia locais, o consumidor consciente contribui para o desenvolvimento da região visitada.

6. Diga não à pirataria Quando o consumidor consciente compra artefatos de festa, CDs e DVDs, ele pode exigir dos fornecedores nota fiscal, evitando a sonegação de impostos e o estímulo à produção ilegal, que alimenta o crime organizado.

7. Desplugue-se! Antes de viajar ou sair de casa por períodos prolongados para se distrair, o consumidor consciente pode tirar os aparelhos elétricos e eletrônicos da tomada, tais como televisão, DVD, micro-ondas, computador e carregador de bateria, a fim de economizar energia. O modo “stand by” – acionado quando o aparelho está desligado, mas conectado à rede elétrica pela tomada – faz com que o aparelho continue consumindo energia, podendo chegar até 25% do que consumiria se o equipamento estivesse ligado.

*Confira o artigo na íntegra feito originalmente pela equipe do Instituto Akatu.


Texto: Equipe do Instituto Akatu
Imagem: Creative commons/Jan Ribeiro/ Prefeitura de Olinda
Data original da publicação: 05/02/2016