Como os homens brasileiros lidam com a saúde?

Pesquisa do Instituto Lado a Lado pela Vida e o Grupo Abril consultou 2405 homens de todos os Estados.

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O estudo apresenta percepções e os cuidados com a saúde dos brasileiros e mostra como eles lidam com problemas urológicos, cardiovasculares e emocionais. (crédito da imagem: Caiaimage/Tom Merton/GettyImage)

95% dos participantes relatam ter experimentado recentemente sentimentos negativos; 63% afirmaram conviver com ansiedade nos últimos meses; depressão é acusada por 23% da amostra; somente 35% se exercitam pelo menos três vezes por semana; quase 80% relatam se exceder em açúcar, gordura, sal ou industrializados; e 23% dizem substituir uma consulta por pesquisa na internet com frequência. Esses são alguns dos principais resultados do levantamento Um Novo Olhar para a Saúde do Homem, feito em conjunto pelo Instituto Lado a Lado pela Vida e a área de Inteligência do Grupo Abril. para mostrar como os homens lidam com sua saúde.

A pesquisa traz que em geral os brasileiros constantemente são acometidos por sentimentos negativos, como: ansiedade, preocupação excessiva com família e finanças, tristeza e depressão. Embora eles demonstrem conhecimento sobre hábitos saudáveis, há uma nítida dificuldade em trazer para o dia a dia.

O levantamento consultou 2.405 homens de todos os Estados do País e foi divulgado no Fórum Saúde do Homem, em meados de agosto. O estudo também trouxe cenário sobre cuidados cardiovasculares e com a próstata: 37% dos entrevistados com até 39 anos e 20% daqueles com 40 ou mais só procuram um médico quando se sentem mal. Esses índices sobem, respectivamente, para 47% e 28% quando olhamos para quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo mais críticos nas regiões Norte e Nordeste.

A questão financeira e a falta de disponibilidade nos postos de saúde são os principais obstáculos apontados, seguidos de perto pela impressão de que, ao se sentir bem, não há necessidade de ir ao médico.

Há uma nítida dificuldade em fazer a transposição do conhecimento sobre os hábitos saudáveis para a rotina. Somente 35% se exercitam pelo menos três vezes por semana, quase 80% relatam se exceder em açúcar, gordura, sal ou industrializados, gerenciamento do estresse e controle do peso. Metade da amostra se considera acima ou muito acima do peso e parcela expressiva não visualiza a obesidade como um problema sério tampouco considera a perda ou manutenção do peso fator essencial para a saúde.

Uma outra constatação importante feita pela pesquisa é que foram identificadas lacunas de conhecimento e comportamento alarmantes. Mais da metade dos respondentes não se sente plenamente bem do ponto de vista cardiovascular e assumem ser portadores de hipertensão, colesterol alto e excesso de peso. Assusta ainda que 43% dos homens não costumam fazer exames cardiológicos e somente 32% dos usuários da rede pública com 40 anos ou mais realizam esses exames pelo menos uma vez ao ano. Embora os entrevistados reconheçam os fatores de risco e sintomas de eventos cardiovasculares, só 39% expressam que iriam imediatamente ao médico na presença de dor no peito, por exemplo.

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