Como é viver em São Paulo?

Na edição de 2021, a Nossa São Paulo lança pesquisa sobre qualidade de vida, destacando: bem-estar e qualidade de vida, confiança nas instituições, avaliação administrativa e participação política.

imagem da capa da pesquisa Viver em São Paulo - Qualidade de Vida e ao fundo imagem da Avenida Paulista.
Pouco tempo após a eleição, a maioria das pessoas lembra em quem votou (68%), mas 30% não. (crédito da imagem: divulgação)

Do início de dezembro de 2020 a início de janeiro de 2021, a Rede Nossa São Paulo consultou 800 moradores de São Paulo para saber a percepção deles sobre a participação política, confiança nas instituições, avaliação da administração pública, entre outros aspectos para a pesquisa Viver em São Paulo: Qualidade de Vida. Esse levantamento ocorre desde 2008 pela organização em parceria com o Ibope Inteligência.

O índice de satisfação com a qualidade de vida na cidade desta edição não teve diferença significativa em relação à anterior – 6,3; em 2020 era 6,5. Porém, a percepção majoritária é de piora na qualidade de vida nos últimos 12 meses: 16% afirmam que piorou muito; 27% que piorou um pouco; 39% que ficou estável; 14% que melhorou um pouco; e 5% que melhorou muito. A grande maioria da população paulistana tem orgulho de morar na cidade de São Paulo: 34% afirmam ter muito orgulho; 43% pouco orgulho; e 21% não sente orgulho de morar na capital paulistana. Entretanto, 60% dizem que sairiam da cidade se pudessem.

Esperança é o principal sentimento relacionado à cidade, citado por 21% das pessoas entrevistadas. Na sequência, decepção, com 12% das menções; frustração, com 10%; e gratidão, com 9%. Cai o sentimento de inclusão na comunidade onde se vive, em comparação com a edição anterior da pesquisa: 35% se sentem incluídos – em 2019, esse número era 42%; enquanto 30% não se sentem incluídos. Mas 43% gostam do bairro onde moram, enquanto 25% não gostam.

Metrô, Sabesp e Conselho Tutelar são as instituições em que a população paulistana mais confia, sendo apontadas por 70%, 57% e 51% das pessoas entrevistadas, respectivamente. Já a Igreja é a instituição que mais contribui para a melhora da qualidade de vida (25%), seguida de ONGs que trabalham no bairro em que mora (19%), universidades (17%), meios de comunicação (16%) e Prefeitura (16%).

A avaliação da atual administração municipal permanece estável: 35% consideram ruim ou péssima; 45% consideram regular; e 18% consideram ótima ou boa. Ademais, em relação às subprefeituras, 37% consideram ruins ou péssimas; 38%, regulares; e 18%, ótimas ou boas. Três em cada 10 pessoas entrevistadas não conhecem as funções desempenhadas pelas subprefeituras – 29% não conhecem; 58% conhecem um pouco; e 13% conhecem bem.

Porém, em relação à Câmara de Vereadores, 52% avaliam a atuação como ruim ou péssima; 33%, como regular; e 9%, como ótima ou boa.

Quase metade da população paulistana (47%) considera que a entrada de mais mulheres, negras e transexuais na Câmara nas últimas eleições melhora a qualidade de política. Já 37% consideram que não afeta. Pouco tempo após a eleição, a maioria das pessoas lembra em quem votou (68%). Entretanto, 30% não lembram.

Acesse aqui no site da Nossa São Paulo a apresentação da pesquisa: https://bit.ly/3a7BR4C