Cidades de São Paulo avançam no IPPI

Levantamento de dados pretende contribuir com gestores públicos na criação de políticas para esse público.

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O IPPI traz os pontos fortes e as fragilidades de serviços de atenção à criança pequena e gestantes. (Crédito da imagem: Divulgação)

Houve uma melhora no desempenho do Índice Paulista de Primeira Infância (IPPI) dos municípios paulistas. O índice mede o acesso aos serviços de educação e saúde para a primeira infância – um período conhecido entre nascimento até os seis anos de idade. O índice foi lançado em 2015 pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo em parceria com a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. Esse é um dos principais dados de pesquisa realizada pela Fundação SEADE em parceria com a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, lançada no dia 1º de setembro. Os dados são inéditos e referentes ao ano de 2015.

Em 2015, 74,1% das cidades melhoraram ou mantiveram suas posições na comparação com o ano anterior. São Paulo reduziu a sua nota, passando de 0,6924 para 0,6775. De 2014 para 2015, número de cidades com melhores indicadores na oferta de serviços de educação e saúde passou de 194 para 243. Também apresentou um salto de 65 para 93 o número de cidades que atendem de forma integral as crianças nesses itens.

O IPPI traz os pontos fortes e as fragilidades de serviços de atenção à criança pequena e gestantes nos municípios e fornece indicadores para ajudar gestores públicos na criação e melhoria de políticas públicas.

Na área da educação, o IPPI reúne dados sobre as matrículas em creches e pré-escolas e o número de docentes com ensino superior, por exemplo. Na saúde, sintetiza informações como a quantidade de recém-nascidos com baixo peso, taxa de mortalidade neonatal e mortalidade até um ano de idade. O Índice classifica os 645 municípios paulistas em seis grupos de desempenho com notas que variam de 0 a 1. O Grupo 1 (muito baixo) reúne munícipios com muito baixo desempenho no IPPI, seguido pelo Grupo 2 (baixo), Grupo 3 (médio baixo), Grupo 4 (médio), Grupo 5 (alto) e Grupo 6 (muito alto).

Entre as cidades com os melhores índices na promoção do desenvolvimento infantil – Grupo 6 – estão Ilhabela, no litoral norte do Estado, e São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo. Em 2015 estas cidades apresentaram, respectivamente, os valores 0,8743 e 0,8327. Ilhabela é ainda um exemplo de melhoria da oferta de serviços para a primeira infância, já que em 2014 estava no Grupo 5, com menos pontos.

Outras 141 cidades estão próximas de oferecer serviços de saúde e educação de qualidade de forma integral às crianças e, por isso, fazem parte do Grupo 5. O número reflete uma alta de 21% na comparação com o ano anterior. Entre elas estão as cidades de Campinas, no interior de SP, com nota 0,7568, e Santo André, na região metropolitana, com 0,7411. Com isso, o número de cidades com os melhores indicadores na promoção serviços de saúde e educação para primeira infância – grupos 5 e 6 – chegou a 243 em 2015, ante 194 no ano anterior.

O melhor IPPI é de Ribeirão dos índios. A cidade com pouco mais de 2 mil habitantes e próxima a Presidente Prudente alcançou índice 0,96. De 2014 para 2015, os municípios com maior aumento de IPPI foram: Luiziânia – estava no grupo 1, foi para o 5; Campina do Monte Alegre – estava no grupo 1, foi para o 5; Sales Oliveira – estava no grupo 2, foi para o 6; e Oriente – estava no grupo 1, foi para o 4.

A pesquisa completa está disponível no site: http://www.ippih.seade.gov.br/frontend/#/