Campanha #NãoTáTranquiloNãoTáFavorável reúne diferentes mulheres a favor da defesa de direitos humanos

O Mapa da Violência 2015 mostra que a cada hora e meia uma mulher é assassinada no país. Hoje são 13 mortes de mulheres por dia no Brasil, em geral, assassinadas por pessoas de sua família, companheiros ou namorados. Com vários tipos de cartazes, muitas ativistas de várias gerações buscam engajamento da sociedade na luta por direitos contra a violência, o machismo e a homofobia. Com o slogam #NãoTáTranquiloNãoTáFavorável, essa ação está sendo divulgada em vários canais de redes sociais.

Entre as participantes da campanha está a farmacêutica bioquímica Maria da Penha, cuja luta pela punição do ex-marido agressor inspirou a lei que criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Em 1983, Maria da Penha levou um tiro nas costas enquanto dormia, ficou paraplégica e viu o ex-marido ser julgado e condenado duas vezes, mas mesmo assim ficar livre. O caso, relatado no livro Sobrevivi…Posso Contar, lançado em 1994, serviu de instrumento para que o Brasil fosse denunciado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA e, a partir disso, mudasse a legislação.

Dez anos após a promulgação da lei que leva seu nome, Maria da Penha participa da campanha #NãoTáTranquiloNãoTáFavorável pedindo que os mecanismos de proteção à mulher sejam preservados e não modificados como defendem alguns parlamentares.

Essa iniciativa pretende proteger as mulheres que ainda não chegam a todas as brasileiras e, portanto, além de lutar pela preservação da Lei Maria da Penha, é necessário atuar para que ela chegue a todas as regiões do país.

Além de Maria da Penha, a campanha conta com a participação de ativistas como Sueli Carneiro, do Geledés Instituto da Mulher Negra; Jurema Werneck, da Criola; Mafoane Odara, Instituto Avon; Denise Dora, ouvidora da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul; Débora Silva, do Movimento Mães de Maio; Letícia Sabatella, atriz e cantora; e Alexandra Loras, ex-consulesa da França em São Paulo. Além de Letícia Sabatella, outras artistas engajadas em causas sociais também aderiram à mobilização. Entre elas estão as cantoras Leci Brandão e Fabiana Cozza, e a rapper feminista Luana Hansen.

Entre as jovens engajadas, a mobilização conta com as participações de Jessica Tauane, do Canal das Bee e do Canal Gorda de Boa e as meninas do movimento Estaremos Lá.

E como participar dessa iniciativa? Várias formas de participação: enviar selfies ou vídeos; criar hashtags ou utilizar as que estão disponíveis no hotsite; baixar imagens para usar no Facebook ou compartilhar a campanha com amigos por meio das redes sociais.

O Fundo Brasil é uma fundação independente, sem fins lucrativos, que tem a proposta inovadora de construir mecanismos sustentáveis para destinar recursos a defensores e defensoras de direitos humanos em todas as regiões do pais. Essa organização atua como uma ponte, um elo de ligação entre organizações locais e potenciais doadores de recursos. Em quase dez anos de atuação, a fundação já destinou R$ 12 milhões a cerca de 300 projetos em todas as regiões do país. Além da doação de recursos, os projetos selecionados são apoiados por meio de atividades de formação e visitas de monitoramento que fortalecem as organizações de direitos humanos.

Para conhecer mais sobre essa ação, acesse aqui: http://naotatranquilonaotafavoravel.org/


Texto: Da Redação
Data original de publicação: 21/11/2016