Campanha com histórias reais mostra a dificuldade de compreender os rótulos dos alimentos

Vídeos produzidos pela coalizão Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável evidenciam a urgência de um novo modelo de rotulagem nutricional.

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O slogan da campanha é: “Anvisa, nós temos o direito de saber o que comemos”. (crédito da imagem: divulgação)

A Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, coalizão composta por mais de 30 organizações da sociedade civil, como o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a ACT Promoção da Saúde, o Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) divulga campanha com histórias reais de brasileiros que enfrentam dificuldade para entender os rótulos dos alimentos.

A campanha apresenta depoimentos de médicos, pacientes diagnosticados com doenças relacionadas à alimentação não saudável e pessoas que se preocupam com o que consomem. O objetivo é alertar para o fato de que com rótulos mais compreensíveis e informação adequada, as pessoas podem fazer escolhas alimentares mais conscientes e, consequentemente, mais saudáveis.

Dentre as histórias contadas, está a de Fabiano Luder, 42 anos, portador de diabetes tipo 2, que sofreu quatro amputações em decorrência do desenvolvimento da doença. Fabiano afirma que sua alimentação contribuiu para a sua condição.

Outro ponto importante da Campanha, é o slogan: Anvisa, nós temos o direito de saber o que comemos. Possui a finalidade de  pressionar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e demais formuladores de políticas públicas sobre a urgência da aprovação do novo modelo.

A proposta de rotulagem defendida pela Aliança foi desenvolvida em parceria com pesquisadores em design da informação da Universidade Federal do Paraná (UFPR)  e com base em sólidas evidências científicas. A proposta inclui a inserção de um triângulo preto na parte da frente das embalagens de produtos processados e ultraprocessados com os dizeres ‘’alto em’’ ou ‘’contém’’, indicando de forma clara o excesso de nutrientes que podem ser prejudiciais à saúde, como açúcar, sódio e gorduras totais e saturadas, além de gorduras trans e adoçantes, conforme imagem abaixo.

Esse modelo de rotulagem nutricional, em formato de advertência, também é defendido e recomendado por organizações internacionais de saúde pública, como a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

Acesse aqui: https://alimentacaosaudavel.org.br/direitodesaber/

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