Calculadora contabiliza a desigualdade entre multimilionários e cidadãos comuns

14914Basta você colocar o país em que você reside, a soma da renda mensal de todos os integrantes de sua casa e quantas pessoas dependem dessa renda em sua casa. Essas são as três principais informações na plataforma Calculadora da Desigualdade, idealizado pela Oxfam Brasil. Trata-se de um aplicativo digital desenvolvido pela organização em parceria com a agência digital de jornalismo investigativo Ojo Público. Essa ferramenta compara os rendimentos mensais de cidadãos em 16 países da América Latina e do Caribe, incluindo o Brasil.

14913Baseado no estudo da Oxfam Privilégios que Negam Direitos, a calculadora usa números dos
relatórios da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, das Nações Unidas (CEPAL), do Credit Suisse Global Investment Returns Yearbook, do World Ultra Wealth Report, além de outras fontes, como os índices de inflação locais.
Segundo a Oxfam, é extrema a desigualdade na América Latina e no Caribe. Em 2014, nesses países, os 10% mais ricos acumulava 70% do total da riqueza da região. Nesse mesmo ano, 70% da população mais pobre mal conseguiu acumular 10% da riqueza. De acordo com World Ultra Wealth Report 2014, na região existem 14.805 multimilionários, que são as pessoas com riqueza superior a US$ 30 milhões.

Na calculadora da desigualdade, a Oxfam calculou o retorno médio anual da fortuna de um multimilionário de cada país para compará-lo com o rendimento médio das pessoas de outras faixas de renda. O resultado mostra a extrema concentração: um multimilionário da América Latina ganha, por ano, 4.846 vezes o que recebe uma pessoa que está no grupo dos 20% mais pobres da região.

As propostas da organização são: promover a igualdade econômica das mulheres e seus direitos; garantir de que haja condições e salários dignos para trabalhadores e t
rabalhadoras e reduzir a distância das bonificações dos executivos; promover a diversificação da economia; implantar uma política pública que dê prioridade à proteção social eficaz, com serviços públicos universais, de qualidade, especialmente em educação e saúde, com acesso à água e saneamento; controlar a influência de elites poderosas; realizar reformas para aumentar a capacidade fiscal dos Estados, de uma forma justa e equitativa; adotar medidas progressistas em relação aos gastos públicos para combater a desigualdade e acabar com a era dos paraísos fiscais.


Serviço:

Site: http://www.oxfam.org.br/calculadora


Texto: Da Redação
Imagem: Divulgação
Data original da publicação: 28/07/2016