Brasil é o quarto país com mais usuários de internet do mundo, diz relatório da ONU

O estudo trouxe ainda que a presença de países da América Latina e do Caribe na economia digital ainda é limitada.

estudo-de-UNCTAD
A expectativa é de que os próximos 1 bilhão de usuários de internet serão de países de economia em desenvolvimento.

No início desta semana foi lançado estudo Economia da Informação 2017: Digitalização, Comércio e Desenvolvimento da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), em que traz que quase 90% das 750 milhões de pessoas que ficaram on-line pela primeira vez entre 2012 e 2015 estavam em países em desenvolvimento. O Brasil aparece em quarto país com maior número obsoluto de usuários de internet, atrás de Estados Unidos, Índia e China.

O relatório indicou que no Brasil, na Índia, no México e na Nigéria, as taxas de crescimento anual do uso de Internet ficaram entre 4% e 6% de 2012 a 2015, enquanto as taxas de avanço foram bem menores nas economias desenvolvidas, com exceção do Japão, uma vez que esses mercados já estão perto da saturação.

Quase 90% das 750 milhões de pessoas que ficaram on-line pela primeira vez entre 2012 e 2015 viviam em países em desenvolvimento, com os maiores números vindo de Índia (178 milhões) e China (122 milhões). Em muitos países em desenvolvimento, aproximadamente metade ou mais dos usuários de internet ficaram on-line pela primeira vez nos últimos três anos, este sendo o caso de Bangladesh, Índia, Irã e Paquistão.

No Brasil e na China, mais de 50% da população utiliza a internet, enquanto na Índia apenas pouco mais de um quarto da população está on-line. A expectativa é de que os próximos 1 bilhão de usuários de internet virão principalmente das economias em desenvolvimento.

O acesso e o uso da banda larga são facilitadores essenciais da economia digital, disse o documento. Apesar da crescente conectividade, o uso da banda larga ainda é muito limitado nos países menos desenvolvidos, onde permanece muito cara para a maior parte da população.

Os preços da banda larga fixa podem ser três vezes maiores nos países em desenvolvimento do que nos países desenvolvidos, enquanto o preço da banda larga móvel pode ser duas vezes maior, segundo a União Internacional de Telecomunicações (UIT).

Apesar da considerável melhora no acesso às TICs, significativas disparidades persistem no uso de tais tecnologias, especialmente em relação à banda larga. Nos países em desenvolvimento, especialmente nos menos desenvolvidos, a penetração da banda larga é baixa. Mesmo aqueles que têm acesso à banda larga tendem a experimentar velocidades baixas de download e upload, o que limita as atividades na internet.

Acesse aqui o relatório na íntegra: https://goo.gl/F9b8ug