Brasil assume 106º lugar no ranking

A Transparência Internacional lança o Índice de Percepção da Corrupção 2019, com base no setor público de 180 países e territórios em todo o mundo.

Ilustração de parte central do mapa mundi com países da América Latina e da África alaranjados e países da América do Norte e Europa amarelos. No centro texto: Índice de Percepção da Corrupção IPC - 2019.
A nota do Brasil foi de 35 pontos. A menor da série histórica desde 2012. (crédito da imagem: divulgação)

Nos últimos anos o tema da corrupção está em destaque em vários debates e manifestações ao redor do mundo. A Transparência Internacional lança Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2019. Essa análise é feita desde 1995 e avalia 180 países e territórios para classificar em uma escala de zero o país percebido como altamente corrupto e 100 significa que o país é percebido como muito íntegro.

A organização analisa o setor público dessas regiões e ações públicas, como: desvio de verba, propina, licitações, entre outras práticas dessa área. O documento também mostra pelo desempenho dos países o aumento da falta de confiança com gestores públicos e lideranças políticas.

Resumidamente: 2/3 dos países tiveram pontuação abaixo. A pontuação média é 43/100. A pontuação 66/100 se dá predominantemente em países da região da Europa Ocidental e União Europeia. Já 32/100 nos países da África Subsaariana. Há uma grande diferença entre os primeiros colocados (Dinamarca, Nova Zelândia e Finlândia)) e os últimos (Síria, Venezuela, Haiti e outros países). Foram identificados 22 países com avanços significativos, em contrapartida outros 21 tiveram queda, com margem de pequenas variações.

A nota do Brasil foi de 35 pontos. A menor da série histórica desde 2012. Canadá em primeiro lugar no continente e Venezuela em último.

A organização recomenda: administrar conflitos de interesse, controlar o financiamento da política, fortalecer a integridade eleitoral, regulamentar o lobby, combater o tratamento preferencial, empoderar os cidadãos e reforçar freios e contrapesos.

O levantamento ainda mostra que a corrupção é mais presente em países onde tem maior influência de dinheiro nas campanhas eleitorais e onde os governos dão atenção somente para as vozes de indivíduos ricos e influentes.

Joana Pereira, representante residente do FMI no Brasil, compartilhou durante o evento de lançamento do IPC que os países bem colocados possuem 75% de ações em controle de corrupção. Entre os países com mais casos de corrupção, ela ainda fala que 40% das empresas estatais lidam com problemas de corrupção, 80% dos funcionários dessas instituições passam por isso.

Marcelo Muscogliati, subprocurador-geral da República, resume que o combate à corrupção se dá com transparência, negociação e legislação. Ele ainda citou cinco livros que sinalizavam o cenário da crise no Brasil: Rompendo o Marasmo: a retomada do Desenvolvimento no Brasil (2006); Mercado Financeiro e de Capitais (2003); Brasil Raízes do Atraso, de Fábio Giambiagi (2007); Além da Euforia (2012) e Complacência – Entenda por que o Brasil cresce menos do que pode (2014).

No final do evento de lançamento, alguns representantes da Controladoria e Ouvidoria Geral de diferentes Estados (CE, ES, SC, PR, RO e MG) citaram ações de combate à corrupção e quais premissas são importantes nessas ações.

Confira o estudo na íntegra: https://ipc.transparenciainternacional.org.br/wp-content/uploads/2020/01/CPI2019_Report_PT.pdf

Site: https://ipc.transparenciainternacional.org.br/