Boas práticas para descarte de resíduos

Abrelpe produz documento com recomendações para a gestão de resíduos sólidos durante o período da pandemia do coronavírus (COVID-19).

Foto de lixeira cheia de resíduos.
Documento elaborado pela Abrelpe dá dicas a diferentes atores sociais sobre como descartar resíduos sólidos.

A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) calcula aumento na quantidade de resíduos sólidos domiciliares, de 15 a 25%, e um crescimento considerável na geração de resíduos hospitalares em unidades de atendimento à saúde , 10 a 20 vezes, durante o período de emergência sanitária decorrente da pandemia de COVID-19, o coronavírus, em que as pessoas ficarão em quarentena, ou já estão em isolamento social, além do impacto nos hospitais e unidades de atendimento de saúde.

“Temos trocado experiências e dados com as regiões aonde o coronavírus chegou antes, entendemos que é algo que também pode se repetir aqui, porque as medidas adotadas são semelhantes, principalmente em cidades grandes como São Paulo e Rio de Janeiro”, afirma Carlos Silva, presidente da Abrelpe. Ele contextualiza que o aumento de resíduos nos domicílios impactará o sistema de limpeza urbana, responsável pela gestão de resíduos das residências.

Essa variação de aumento de resíduos foi observada em países como França, Espanha, Itália e Reino Unido. As regiões desses países tiveram o aumento de 15 a 25%. Com a finalidade de orientar a população sobre como manusear o lixo contaminado ou não com o coronavírus, a Abrelpe produziu um documento de Recomendações para a Gestão de Resíduos Sólidos Durante a Pandemia de Coronavírus (COVID-19).

Em uma linguagem fácil e acessível, o documento disponibiliza orientações para as empresas operadoras desse sistema, para locais ou domicílios sem confirmação nem suspeita de contaminação por COVID-19; para residências com casos confirmados ou sob suspeita de contaminação por coronavírus e gestão de resíduos contaminados ou com suspeita de contaminação em unidades de atendimento à saúde.

As orientações gerais para a população com confirmação positiva ou está em quarentena obrigatória são: parar de separar o lixo doméstico; todos os resíduos gerados na residência devem ser descartados em um mesmo recipiente (lixo comum); usar dois sacos plásticos resistentes (um dentro do outro) para descartar seus resíduos e certificar que ambos estão devidamente fechados (nós ou lacres); apresentar os sacos para coleta nos dias e horários determinados em sua localidade; e animais de estimação não devem ter contatos com os materiais descartados.

Se a residência não teve confirmação positiva para coronavírus nem quarentena obrigatória, a pessoa continua fazendo a coleta seletiva como fez até agora; se usou máscaras e luvas, descartá-las no lixo comum; acondicionar seus resíduos de forma adequada para que os trabalhadores da limpeza urbana não tenham contato com nenhum material descartado; apresentar os sacos para coleta nos dias e horários determinados em sua região.

“Nós temos observado em primeiro lugar muita dúvida, muita incerteza. A situação exige um posicionamento diferenciado que nos levou a preparar esse documento como uma orientação, uma contribuição para que a gente possa ter as melhores práticas adotadas para prevenção”, defende o presidente da Abrelpe.

O presidente da Abrelpe assegura que o foco no momento é garantir a coleta domiciliar sem interrupções e da melhor forma possível. “Se tivermos lixos nas ruas, vamos dar abertura a outras epidemias”. Carlos reforça que o material explica o papel de cada cidadão na questão de acondicionar de forma segura seus resíduos em sacos de lixo e deixá-los em dias e horários determinados para coleta na região aonde reside.

Acesse aqui o site da Abrelpe: http://abrelpe.org.br/