Atlas do Plástico: raio-x desta cadeia

Com fatos concretos e linguagem acessível, a publicação apresenta a história deste item que presente no dia a dia e os perigos em seu consumo, além de indicar caminhos para reverter esta situação.

Capa do Atlas do Plástico - foto do Planeta Terra no centro e texto superior: Atlas do Plástico - Fatos e números sobre o mundo dos polímeros sintéticos.
Todos os dados do estudo foram checados pela Lupa e os textos assinados por especialistas e pesquisadores do assunto. (crédito da imagem: divulgação)

No Brasil são mais de 11 milhões de toneladas de plástico, tornando o país o quarto maior produtor de lixo plástico no mundo. Esse é um dos dados apontados no Atlas do Plástico, produzido pela Fundação Heinrich Böll com o movimento Break Free Plastic adaptado no Brasil. A publicação reúne dados e pesquisas feitas no Brasil e no mundo sobre o consumo, descarte, contaminação e consequências macro, como a situação dos mares, e micro. Também aponta caminhos sobre materiais alternativos e novos hábitos que podem direcionar para uma grande mudança.

Traz um raio-x da cadeia do plástico e é muito útil para o debate público sobre reduzir e evitar este grande volume de plástico que chega cotidianamente nos lares, ruas, praias e oceanos.

O objetivo é refletir sobre qual é o papel de cada um, cidadãos, governantes, empresas e organizações da sociedade civil nessa luta em defesa do presente e futuro. A reciclagem é somente a segunda forma mais eficiente para solucionar este problema. A melhor e mais simples é não produzir nem consumir tanto plástico.

Para contribuir nesta luta, o Atlas mostra em uma linguagem acessível e ilustrativa dados
concretos e contextualiza a história do plástico contada pela indústria, um mito. Esta situação evidencia a urgência na redução da produção e do consumo de plástico e regulamentação em nível local, nacional e global para lidar com a poluição do plástico na origem.

A pesquisa mostra como o plástico impacta vários setores: contaminação dos alimentos (até o sal da cozinha possui partículas de plástico, exemplo); pandemia de covid-19 – para cada infectado internado, um hospital produz, em média, 7,5 Kg de plástico por dia; questão de gênero – as mulheres são mais afetadas pela poluição plástica do que os homens, tanto por características biológicas como pelo tipo de produtos que consomem; a reciclagem, uma ação de curto prazo, ainda está muito aquém da ideal; o turismo – o impacto nas praias é gritante: no Sudeste, 80,8% do lixo encontrado nas praias é de plástico, nas praias do Norte do Brasil, a situação é ainda pior com 85,8% de restos de polímeros que não se degradam e impactam economicamente as cidades turísticas.

Por outro lado, há movimentos como Lixo Zero, campanhas para se aumentar a reciclagem e estudos sobre materiais alternativos são alguns dos caminhos apontados pelo Atlas, que cita, por exemplo: as novas formas de consumo, com produtos reutilizáveis e feitos de outros materiais; cidades que tentam zerar o consumo desses resíduos; logística reversa adotada pelas empresas comprometidas com a causa ecológica; pesquisas sobre “plástico” biodegradável e produção de produtos alternativos; a necessidade de regulamentação e controle do governo.

Acesse aqui no site da Fundação Heinrich Böll o estudo: https://br.boell.org/pt-br/atlasdoplastico