América Latina é o continente que mais mata ambientalistas e militantes da reforma agrária, aponta relatório da Oxfam

14639578_1271248916253218_573355122361394033_nInforme Defensores em Perigo, desenvolvido pela Oxfam, organização que luta contra a pobreza e a desigualdade, aponta América Latina é o continente que mais mata ambientalistas e militantes ligados à reforma agrária.

Segundo dados da Global Witness, somente em 2015 foram 122 vítimas. Esse total representa 65% da estatística global – vale lembrar que ao redor do mundo, o número de mortes foi 188. O ano foi considerado o pior quando o assunto é assassinato de ativistas. Em 2016, quase 60 líderes foram perderam suas vidas na região entre janeiro e maio. Cerca de 24 desses casos aconteceram no Brasil e quase metade deles estão relacionados a relacionados à defesa do meio ambiente, da terra, do território e dos povos indígenas. Cerca de 15% são motivados por contrariedade aos movimentos LGBT.

“Muitas vidas são perdidas, e o assédio contra defensores e defensoras continua impune. É tempo de os governos agirem, sem mais desculpas ou atrasos”, afirma Katia Maia, diretora da Oxfam Brasil.

Além disso, a impunidade ainda é grande. No México, 98,5% dos casos costumam ficar impunes. Na Colômbia, dos 219 assassinatos entre 2009 e 2013, apenas 6 foram julgados. A pesquisa da Oxfam enfatiza que mulheres defensoras de causas socioambientais são particularmente mais vulneráveis à violência, devido a cultura patriarcal ainda enraizada entre os costumes de grande parte da população.

A instituição aponta que a o ataque contra defensoras e defensores de direitos humanos está relacionada à expansão das indústrias extrativistas. “É, portanto, uma prioridade para os governos da região criar soluções estruturais para a crise econômica, porque passa a Corte Interamericana de Direitos Humanos, o único órgão que pode emitir medidas cautelares em tais casos. A Oxfam também apela para o setor privado, especialmente as empresas extrativistas, que respeitem os direitos humanos e ouçam mais as comunidades”, relatou a diretora da entidade.

O material está disponível na internet e pode ser conferido em http://www.oxfam.org.br/publicacoes/defensores-em-perigo


Data original da publicação: 07/11/2016

Texto original: Da redação

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