Adolescentes refletem a cultura amazônia por meio de lendas e contos

Créditos: Susana Sarmiento

Com o tema O que é da nossa terra, adolescentes de oito escolas públicas de Manaus escreverem textos para concorrerem ao projeto Histórias da Galera. A ideia foi valorizar a cultural local da Região Norte do Brasil e até relacionar com diferentes personagens criados nas lendas da Amazônia. A iniciativa foi do Guaraná Tuchaua, do Grupo Simões, fabricante e distribuidor da Coca-Cola e distribuidor dos produtos Heineken Brasil. A publicação foi lançada no início de fevereiro deste ano.

Crédito Susana Sarmiento

Os textos e seus formatos foram de livre escolha, dentro do tema sugerido, que possuía o objetivo de contribuir com a valorização da cultura Amazônica a partir da visão desses jovens. Os estudantes foram estimulados por meio de dinâmicas a explorar aspectos regionais abrangendo lendas, mitos, costumes e gírias desse local.

 

Adolescentes refletem a cultura amazônia por meio de lendas e contos
Crédito Susana Sarmiento

Iniciado em novembro de 2014, envolveu oito escolas da rede pública de ensino com a proposta de estimular o hábito de leitura e da escrita entre os jovens amazonenses. Foram escolhidas oito histórias de cada escola para compor a revista com os contos, os escritores foram premiados com uma medalha pelo reconhecimento de suas obras. O livro O que é da nossa terra foi formado pela melhor redação de cada escola, reunindo oito histórias sobre lendas, costumes e tradições amazônicas.

Dois amigos adolescentes escreveram juntos a redação A verdadeira história do guaraná. Isabella Lima de Silveira e Rafael Campos, ambos com 13 anos de idade, estudantes da Escola Estadual Brigadeiro João Câmara Telles Ribeiro, receberam convite da professora para participarem do concurso, já que gostam de ler e escrever.

Além do prazer da leitura, os jovens também comentaram que desde início pensaram e optaram por desenvolver uma lenda, já que foram criados com a leitura de contos e lendas da região. Cada um deles desenvolveu uma parte da história em casa e depois compartilharam e debateram suas ideias para conseguirem escrever em quatro mãos na escola. “Há fatos reais e fantasiosos. Pesquisamos antes, porque fizemos uma releitura sobre a história do guaraná”, explicou o Rafael.

A dupla ainda contou que estudaram sobre a origem do guerreiro Tuchaua, que possui importância nos escritos indígenas do Brasil e viram que foi uma grande liderança desses povos. Também estudaram sobre a fauna e a flora amazônica e até incluíram na história deles a questão do contrabando de frutas.

Segundo Alda Ramos, gerente de marketing do grupo Simões, a escolha das escolas ocorreu pela indicação e parceria com a Secretaria de Educação do Estado. Também ressaltou que a iniciativa estimulava para que os alunos dessas instituições coletassem garrafas PETs e livros. As garrafas foram destinadas para uma cooperativa local. Em contrapartida, a escola com maior quantidade recebia uma revitalização na sua biblioteca.

“Contribuímos com a autoestima desses estudantes e a esperança de um futuro melhor”, afirmou a gerente de marketing. Ainda compartilhou que uma mãe de um dos adolescentes selecionados ficou emocionada em como seu filho escrevia bem, apesar das dificuldades financeiras do dia a dia.

Os alunos com as melhores histórias foram: Matheus Hélio Maciel (Escola Estadual João dos Santos Braga); Jéssica dos Santos Albuquerque (Escola Estadual Professora Leonor Santiago Mourão); a dupla Erison Claudino Souza e Júlio Henrique Souza de Lima (Escola Estadual Professor Sérgio Pessoa Figueiredo); Dayanna Santiago Villantoy (Instituto de Educação do Amazonas); a dupla João Pedro Vieira Barbosa e Gabriel de Lima Silva (Escola Estadual Brigadeiro João Camarão); a dupla Jacqueline Pinheiro da Silva e Thaynah Yasmin Magno Moraes (Escola Estadual Elisa Bessa Freire); a dupla Beatriz Alves Guimarães e Elis Cristina Nascimento Amaral (Escola Estadual Professor Djalma da Cunha); e a dupla Cecília Betel Albuquerque Barros e Claudia Cristina de Souza Sena (Escola Estadual Altair Severiano Nunes).

Sobre o resultado final, a dupla ficou contente por ser um dos selecionados para a publicação. “Ficamos orgulhosos, porque nós nos esforçamos bastante para preparar”, afirmou Isabella. Já Rafael defendeu que os jovens têm grande poder de imaginação. Ele consegue chegar no lugar em que adulto não alcança e ainda passa por diversas mudanças que incentivam na criação de novas ideias, ousadia e inovação. “A dinâmica do jovem faz com que ele cresça cada vez mais e tenha sempre ideias diferentes. Nós, com 13 anos, temos uma história registrada em um livro. Poderíamos nos dedicar a uma carreira de autor. Quem sabe com 15 anos poderíamos nos tornar autores, tudo depende do nosso empenho e da nossa imaginação”, refletiu Rafael.


Data original de publicação:  14/08/2015