3 em cada 10 mulheres sofrem algum tipo de preconceito ou discriminação no trabalho

Lançado em meados da semana passada, estudo da Rede Nossa São Paulo reúne dados importantes sobre igualdade de gênero e violência contra a mulher.

Arte com símbolo do sexo feminino e do lado esquerdo título Viver em São Paulo Mulher.
63% das paulistanas já sofreram algum tipo de assédio. (crédito da imagem: divulgação)

Nossa SP lança pesquisa Viver em São Paulo: Mulher, realizada em parceria com o Ibope Inteligência, em que mostra a qualidade de vida das mulheres na capital paulista e evidencia a desigualdade de gênero na cidade.

O estudo traz um contexto sobre igualdade de gênero e violência contra a mulher. No primeiro item, surge a desigualdade salarial entre gêneros, com a participação em atividades produtivas e acesso a recursos; a busca por igualdade de gênero, como a representação feminina na Câmara dos Deputados. Em Violência contra a Mulher no Brasil e em São Paulo, os registros feitos entre janeiro e junho de 2019 no Balanço Ligue 180, mostram: 46.510 relatos de violência, dos quais se destacam: 35.769 relatos de violência doméstica e familiar, 2.688 tentativas de feminicídio, 1.844 relatos de ameaça, 1.243 relatos de cárcere privado, e 1.109 relatos de violência sexual.

A violência contra a mulher saltou de 54.386 casos em 2018 para 82.233 em 2019, representando um aumento de 51%. Os casos ocorrem mais na região da Sé e a melhor região comr menos casos é Vila Andrade na zona sul de São Paulo.

Na pesquisa Viver em São Paulo: Qualidade de Vida 2020, 81% sentem muito ou um pouco de orgulho de morar na cidade (entre eles, 75%) e 25% delas consideram que a sua qualidade de vida melhorou muito, ou um pouco nos últimos 12 meses.

Ilustração de uma mulher olhando e usando o microscópio. Caixa de texto no canto esquerdo superior: 31% das paulistanas declararam terem sofrido algum tipo de preconceito ou discriminação no trabalho por ser mulher.. No canto inferior esquerdo logomarca de Nossa São Paulo e Ibope Inteligência.
O transporte público permanece como o local em que as mulheres sentem maior risco de sofrer algum tipo de assédio: 46%. (crédito da imagem: divulgação)

As organizações que trabalham em seu bairro se destacam como instituições que mais e menos contribuem para melhorar a qualidade de vida das paulistanas. As mulheres responderam mais que a Prefeitura de São Paulo está em destaque instituições que mais e menos contribuem para melhorar a qualidade de vida dos paulistanos.

Em Viver em São Paulo: Segurança Pública e Trabalho e Renda 2019 – 83% delas consideram que a violência de modo geral vem crescendo no último ano entre os homens são 67%. 60% delas avaliam negativamente a administração municipal na área da segurança pública, percentual que cai para 52% entre os homens. 51% delas deixam de andar a pé à noite com medo da violência, 41% deles fazem isso. 60% delas acreditam que têm menos oportunidades de empregos do que os homens, enquanto 33% deles têm essa percepção. 48% delas não estão no mercado de trabalho, entre eles este número cai para 32%.

Confira a apresentação da no site da Nossa São Paulo: https://bit.ly/2W4nU2b
Site da Nossa São Paulo: https://www.nossasaopaulo.org.br/