12 especialistas apresentam projetos de políticas

Publicação da Editora Contexto reúne artigos de diferentes especialistas que esclarecem programas e projetos de políticas, que podem ajudar eleitor em sua escolha no processo eleitoral.

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“Em minha análise, todo país precisa investir seriamente em ciência e tecnologia. Podemos observar a situação de países que são desenvolvidos nesse segmento e como impacto todo o país”, afirma o historiador Jaime Pinsky (crédito da imagem: divulgação)

Brasil – o futuro que queremos, coordenado pelo professor Jaime Pinsky, é um livro que pretende ajudar o leitor a pensar em políticas públicas em várias áreas, como educação, saúde, cidades, moradia, segurança pública, agricultura, meio ambiente e outros. Lançado pela Editora Contexto, a publicação possui 256 páginas com textos de diferentes profissionais em uma linguagem acessível para atingir o maior número de pessoas nesse período eleições 2018.

“Os temas debatidos no livro têm a ver com a conjuntura política brasileira. O debate retornou uma briga de foice no escuro. As pessoas estão pouco preocupadas em debater ideias e estão mais focadas nos adversários, criando uma situação desagradável”, afirma o professor Jaime Pinsky. O historiador e editor, professor titular da Universidade Estadual de Campinas e doutor e livre docente pela Universidade de São Paulo, co-autor ou organizador de mais de duas dezenas de livros, como Histórias da Cidadania, As primeiras civilizações, o Brasil tem futuro? e Origens do Nacionalismo Judaico, ressalta ainda que os candidatos possam discutir esses modelos de governo.

A publicação traz em seus capítulos a visão de 12 especialistas sobre políticas públicas, programas que já passaram e ainda existentes e propõem temas importantes relevantes ao gestor público considerar em seu programa de governo.

O primeiro capítulo fala sobre educação escrito por Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas. A especialista já lembra no início que esse é um tema fundamental para agenda pública, citado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, conhecidos como ODSs. A especialista esclarece os assuntos envolvidos em cada meta relacionada com esse compromisso firmado com a Organização das Nações Unidas (ONU) e a desigualdade entre os alunos nos exames educacionais para medir qualidade de ensino, que envolve uma grande desigualdade no desempenho dos alunos nesta e em outras avaliações. Ela ainda contextualiza o processo de universalização da educação a todos no Brasil e compara com outros países e ela sugere principais medidas a integrarem um plano de ação aos próximos quatro anos: “O que parece faltar é um grande projeto de transformação, pactuado entre União, Estados e municípios, que inclua um sequenciamento de ações, mudanças profundas na forma de preparar os docentes para a profissão e na atratividade da carreira, currículos que tragam a Base para o chão da escola e que sejam compatíveis com os tempos que vivemos.

Paulo Saldiva, médico patologista e professor da Faculdade de Medicina da USP, escreveu o capítulo sobre saúde. Ele aborda as questões complexas envolvidas para contribuir com a melhoria da saúde de brasileiros no aspecto da gestão pública. Ele lembra ainda que nas eleições de 2014 nenhum candidato à presidência da República apresentou metas sanitárias ou de garantia de acesso e qualidades de atendimento de saúde. Ele ainda comenta que as propostas eram limitadas e sem compromissos palpáveis de metas quantificáveis ou objetivas. Ainda afirma que os debates pré-eleitorais sobre saúde costuma se restringir a promessas de construção de hospitais e outras melhorias na disponibilização de atendimento de saúde para a população, por exemplo. Ele ainda explica de forma integral o que é o Sistema Único de Saúde, o SUS, como ele funciona, como é financiado, mostra como a desorganização do sistema pode impactar aumento de gastos nesse setor, e sinaliza que um dos principais entraves é a não priorização da agenda da saúde pelos prefeitos e outros governantes, além da falta de compromisso e o baixo financiamento generalizado no nível das prefeituras em que impacta toda estrutura do sistema de saúde e prejudica a cobertura de assistência. Ele resume que os principais desafios são: financiamento, gestão, acesso e qualificação dos profissionais.

O professor Jaime ressalta que solicitou para cada especialista que escrevesse sobre projetos políticos em seu tema. Pediu ainda que não usassem linguagem acadêmica. Por isso, o livro traz visões sobre projetos de políticas públicas coerentes e melhorias aos programas de governo. “A ideia é discutir o Brasil”, enfatiza Pinsky.

Serviço:
Brasil – o futuro que queremos
Coordenador: Jaime Pinsky
Páginas: 256
Preço: R$ 49,90
Editora Contexto